Manaus (AM) – A abertura do ano letivo da Escola de Contas Públicas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), realizada nesta quinta-feira (5/3) em Manaus, reuniu algumas das principais lideranças políticas do estado e movimentou os bastidores da sucessão estadual de 2026. A aula inaugural foi ministrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques.
Entre os presentes estavam o governador do Amazonas, Wilson Lima, o senador Omar Aziz, e o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, além de autoridades dos três poderes e representantes de instituições públicas.
O encontro chamou atenção pela presença conjunta de nomes que devem protagonizar a disputa eleitoral de 2026. Nos bastidores, a interação cordial entre as lideranças e a participação no mesmo evento institucional alimentaram especulações sobre possíveis alianças políticas para a sucessão estadual.
Durante a cerimônia, autoridades destacaram a importância da Escola de Contas para a qualificação de gestores públicos e para o fortalecimento da governança e da transparência na administração pública. A presidente do TCE-AM, conselheira Yara Lins, ressaltou que a iniciativa integra o planejamento institucional do biênio 2026-2027 e busca ampliar a formação técnica de servidores e gestores.
Leitura política
Nos bastidores da política amazonense, a presença de Omar Aziz e Roberto Cidade no mesmo ambiente institucional reforça especulações sobre a formação de uma possível chapa para o governo em 2026. O nome de Cidade vem sendo citado como um dos potenciais candidatos a vice em uma eventual candidatura de Omar ao governo do Estado.
A aproximação pública entre os dois, somada ao fato de Cidade presidir a Assembleia Legislativa e integrar o mesmo campo de alianças políticas que dialoga com diferentes grupos do estado, aumenta a leitura de que ele pode surgir como peça estratégica em uma composição majoritária.
Por outro lado, analistas avaliam que eventos institucionais como o do TCE-AM também funcionam como espaços naturais de convivência entre autoridades, o que não confirma automaticamente acordos eleitorais, mas sinaliza possíveis caminhos de diálogo político.











