O BTS movimentou o cenário global ao lançar “ARIRANG” nas primeiras horas desta sexta-feira, 20 de março, nas plataformas digitais. O disco reúne 14 faixas inéditas e, além disso, encerra um intervalo de quase quatro anos sem projetos completos do grupo. Dessa forma, o retorno reforça a força do septeto no mercado musical e amplia a expectativa dos fãs ao redor do mundo.
Jimim, do BTS, faz doação milionária para a educação
Enquanto isso, o single principal, “SWIM”, conduz a narrativa do álbum com uma mensagem centrada na continuidade e no equilíbrio diante dos desafios. A canção propõe avançar sem resistência às adversidades, priorizando um ritmo próprio. Nesse contexto, RM assina integralmente a composição da letra, o que adiciona uma camada pessoal à faixa. Ao mesmo tempo, o projeto reúne nomes de peso na produção, como Diplo, Kevin Parker, Mike WiLL Made-It e Ryan Tedder, ampliando a diversidade sonora do trabalho.
Turnê global inclui o Brasil
Além do lançamento, o grupo confirmou uma nova turnê internacional, o que intensificou o engajamento dos fãs. Entre os destinos anunciados, o Brasil aparece como um dos principais mercados. Os shows ocorrerão em outubro, na cidade de São Paulo, com três apresentações programadas. No entanto, a equipe ainda não divulgou informações sobre valores ou início das vendas.
Saiba mais sobre o BTS no Brasil
Por outro lado, a relação do grupo com o público brasileiro já demonstra histórico expressivo. Em 2019, o BTS reuniu mais de 90 mil pessoas no Allianz Parque durante a turnê “World Tour Love Yourself”. Na ocasião, o grupo também registrou um DVD do espetáculo, o que consolidou ainda mais sua presença no país. Assim, o retorno ao Brasil tende a gerar alta demanda e forte mobilização dos fãs.
A história por trás da capa de ‘ARIRANG’
Ao mesmo tempo, o álbum carrega uma proposta conceitual que vai além da música. A capa de “ARIRANG” resgata um episódio histórico da cultura sul-coreana. A imagem se inspira em jovens coreanos que participaram de algumas das primeiras gravações de áudio conhecidas nos Estados Unidos, em 1896, registradas pela antropóloga Alice C. Fletcher.
Segundo registros da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, 11 canções foram gravadas em cilindros, incluindo três versões de “Arirang”, uma música folclórica tradicional. Esses registros retornaram à Coreia apenas em 1998, o que reforça o valor histórico do material.
Além disso, o professor Robert Provine detalhou o contexto dessas gravações em uma palestra realizada em 2009. “Sete estudantes coreanos que estudavam no Japão decidiram que preferiam estudar nos Estados Unidos. Conseguiram fugir e chegaram até Vancouver antes de ficarem sem dinheiro. São coreanos, nenhum dos quais entende uma palavra de inglês. A história é fascinante e romântica. Famílias nobres, era de se esperar”, descreve.
Posteriormente, esses estudantes seguiram para a Universidade Howard, onde participaram de encontros sociais que resultaram nas gravações. Ainda assim, não há consenso sobre o motivo que levou Fletcher a registrar as vozes dos jovens.
Receba as notícias de OFuxico no seu celular!
Em suas anotações, a pesquisadora classificou parte do material como “canções de amor”. Por fim, a BIGHIT MUSIC definiu “ARIRANG” como uma obra que investiga identidade e origens. Em paralelo, o grupo lançou um trailer animado que recria a trajetória desses estudantes.
“Este vídeo foi inspirado na história de sete jovens coreanos, conforme documentado no The Washington Post em 8 de maio de 1896 (‘Sete coreanos em Howard’), alguns dos quais realizaram as primeiras gravações de áudio conhecidas de coreanos em Washington, D.C., em 24 de julho daquele mesmo ano”, diz a descrição.
Fonte: O Fuxico











