Ministério Público do Amazonas promove 3° edição da ‘Marcha Por Elas’, em Manacapuru

Ação busca fortalecer o combate à violência de gênero e cobrar avanços nas políticas públicas para mulheres

Manacapuru (AM) – Com concentração na Praça da Cohabam e destino ao Anfiteatro Casa do Artesão, a 3° edição da “Marcha por Elas”, com o tema “Cabelos livres de existência e resistência”, foi realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) na tarde de quinta-feira (3/4).

A iniciativa é promovida pela 3ª Promotoria de Justiça de Manacapuru, em parceria com a prefeitura, a Secretaria Municipal de Política para as Mulheres, a Defensoria Pública (DPE-AM) e a Polícia Militar, por meio da Ronda Maria da Penha.

A marcha representa um ato público contra a violência de gênero e o feminicídio, buscando conscientizar a população sobre os direitos das mulheres e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das vítimas.

“Quando falamos de igualdade de gênero, não estamos tratando apenas de um ideal abstrato, mas de vidas reais. Vidas de mulheres que têm seus sonhos interrompidos, seus direitos negados e sua segurança ameaçada simplesmente por serem mulheres”, declarou a promotora de Justiça Emiliana do Carmo Silva, que liderou a mobilização.

Ações como essa dão espaço para fomentar o debate sobre violência doméstica e familiar, reforçando ainda mais a necessidade de medidas concretas para a proteção e assistência às vítimas.

Ações da 3ª PJ

Ainda nesse âmbito, a atuação da 3ª Promotoria também tem se destacado. A promotora Emiliana do Carmo informou que um procedimento administrativo recente busca fiscalizar as ações e identificar desafios enfrentados pelas instituições responsáveis pela proteção de mulheres vítimas de violência na cidade.

Dados recentes coletados pelo MPAM revelam que a violência contra a mulher segue em alta em Manacapuru. Apenas em 2024, foram registrados:

  • 663 inquéritos policiais sobre violência doméstica, familiar e afetiva contra mulheres;
  • 551 medidas protetivas de urgência concedidas;
  • 78 prisões em flagrante por agressões e outros crimes de violência doméstica;
  • 24 inquéritos policiais instaurados por descumprimento de medidas protetivas, a maioria dos casos dentro da residência da vítima e envolvendo ex-companheiros.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *