Manaus (AM) – O cenário político para a sucessão estadual de 2026 no Amazonas começou a ganhar contornos definidos. A primeira pesquisa do ano registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo instituto Direto ao Ponto e divulgada nesta segunda-feira (9/3), aponta o senador Omar Aziz na liderança isolada em todos os cenários simulados, enquanto a disputa pela segunda vaga em um eventual segundo turno registra um empate técnico acirrado.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre 27 de fevereiro e 3 de março, abrangendo Manaus e outras 14 cidades polo do interior, como Parintins, Itacoatiara, Coari e Tabatinga.
Com 44% de índice de conhecimento por parte do eleitorado, Omar Aziz demonstra consolidação. No cenário principal, o senador aparece com 32% das intenções de voto. Quando o leque de candidatos é reduzido (sem a presença do atual prefeito de Manaus), o favoritismo de Omar salta para 40%, consolidando sua posição como o nome a ser batido no momento.
O dado que mais chamou a atenção dos analistas políticos é o desempenho da Professora Maria do Carmo em comparação ao prefeito David Almeida. Ambos aparecem com 23% no primeiro cenário, mas a “curva” de cada um é oposta. Enquanto Maria do Carmo apresentou um crescimento vigoroso, saltando de 19% em abril de 2025 para 30% em março de 2026 (um ganho de 11 pontos), David Almeida percorre o caminho inverso, caindo de 31% para 24% no mesmo período. Além da queda, o prefeito lidera o índice de rejeição, com 29%.
Tadeu de Souza: O “Elemento Surpresa”
O vice-governador Tadeu de Souza surge como a terceira via com maior potencial de crescimento. Embora apareça com 10% no cenário principal, ele dobrou sua performance desde o ano passado. O potencial de Tadeu reside no fato de que 76% dos eleitores afirmam ainda não conhecê-lo, sugerindo que o apoio da máquina estadual e a associação ao governador Wilson Lima podem impulsionar seus números nos próximos meses.
Interior e Capital
A pesquisa detalhou a percepção do eleitorado em municípios estratégicos como Autazes, Manacapuru, Tefé e Humaitá, revelando que a corrida está “fria” no voto espontâneo: 77% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar ou não responderam quando nenhum nome é apresentado.
“Os números mostram um eleitorado atento às novas lideranças, como Maria do Carmo, enquanto nomes tradicionais precisam lidar com o desgaste natural da gestão, como no caso da capital”, avalia o instituto.











