Uma declaração feita por Ratinho durante o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, provocou intensa repercussão nas redes sociais nesta semana. O apresentador comentou a eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil e manifestou discordância com a escolha.
Visto com erro de gênero já prejudicou Erika Hilton
Durante o debate exibido ao vivo, o comunicador questionou a presença da parlamentar no comando do colegiado e apresentou sua visão sobre o tema. Ao tratar do assunto, ele afirmou que considera mulher apenas quem possui determinadas características biológicas, como útero e menstruação.
Mulher é quem tem útero, quem menstrua a Erika é trans”.
A declaração repercutiu rapidamente fora da televisão. Pouco depois da transmissão, trechos do programa passaram a circular nas redes sociais e provocaram uma avalanche de comentários, críticas e discussões.
Reação nas redes amplia debate
O comentário surgiu enquanto Ratinho analisava assuntos políticos com convidados no estúdio. Na sequência da conversa, ele voltou a questionar a decisão que colocou Erika Hilton na liderança da comissão voltada à pauta feminina.
Erika Hilton denunciou ameaças de morte
Assim que o vídeo começou a circular nas plataformas digitais, o assunto entrou entre os temas mais comentados. Parte do público classificou a fala como transfóbica e criticou o posicionamento do apresentador. Por outro lado, outro grupo de usuários saiu em defesa do comunicador e argumentou que ele apenas expressou uma opinião pessoal.
Logo a repercussão ampliou um debate recorrente no país. Questões ligadas à identidade de gênero, representatividade política e direitos da população trans voltaram ao centro das discussões online. Especialistas e comentaristas também passaram a analisar o episódio em diferentes programas e perfis de análise política.
Quem é Erika Hilton
Erika Hilton construiu uma trajetória marcada pela atuação em pautas relacionadas aos direitos humanos e à inclusão social. Eleita deputada federal por São Paulo, a parlamentar ganhou projeção nacional ao defender políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+.
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Antes de chegar ao Congresso Nacional, ela conquistou espaço na política municipal ao vencer as eleições para vereadora na cidade de São Paulo. Na época, tornou-se uma das primeiras mulheres trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal da capital paulista.
Desde então, Erika ampliou presença no debate público. No Parlamento, a deputada atua em propostas relacionadas ao combate à discriminação e ao fortalecimento de direitos civis. Agora, com a eleição para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a parlamentar assume papel ainda mais visível dentro da estrutura legislativa federal.
Fonte: O Fuxico










