‘Skamosa’ une reggae e luta pela justiça climática em Manaus

Evento produzido pelo Coletivo Rudi acontece neste sábado (21) e reúne DJs, toasters, sound system, batalha de rima e graffiti em uma ocupação cultural gratuita

Manaus (AM) – O Coletivo Rudi realiza, no próximo sábado (21/03), a quarta edição da ‘Skamosa’, ocupação cultural gratuita e aberta a todas as idades que celebra a cultura reggae e sound system como expressão de justiça climática e social na Amazônia. A partir das 16h, no Parque Ponte dos Bilhares, o público poderá vivenciar um baile de reggae a partir das experiências em vinil e digital, reunindo artistas e coletivos que fortalecem a cena do reggae em Manaus.

A SKAMOSA destaca a diversidade da música afro-caribenha, transitando pelos gêneros reggae roots, lovers rock, raggamuffin, ska, dub, rocksteady, dancehall e melô, reafirmando o compromisso do Coletivo Rudi em promover narrativas de identidade, território e pertencimento artístico artístico das populações negras e indígenas de Manaus por meio da cultura reggae e sound system.

Nesta edição, o projeto trabalha a arte como ferramenta para estimular a conscientização sobre a crise climática, integrando música, batalha de rima e graffiti como instrumentos de reflexão, denúncia e mobilização. A proposta é ocupar o espaço público com DJs, seletores, toasters, grafiteiras e coletivos socioambientais, promovendo um ambiente de troca cultural que aproxima a sonoridade jamaicana – marcada por mensagens de paz, amor e justiça – das vivências urbanas da Amazônia.

A sonoridade será garantida pela radiola, símbolo da cultura reggae maranhense presente em Manaus, recriando a potência dos sound systems jamaicanos. O line-up reúne os DJs Zulu Fino, Zulu Portuga, Luh Roots, Ravi Veiga e Nico, além das performances do grupo Caboclos Sound System e da cantora de reggae Carol Luna. A apresentação do evento ficará por conta da toaster e mestre de cerimônia Enma Fuzinatto, fortalecendo a tradição oral (toasting) característica da cultura sound system.

A celebração marca ainda o terceiro ano de ocupações culturais realizadas pelo Coletivo Rudi, consolidando Manaus como território onde o reggae tem força própria e se afirma como instrumento de justiça social e climática.

Arte e consciência socioambiental
Um dos destaques do evento será a batalha de rima protagonizada por 12 MCs, em uma imersão nas batalhas líricas inspiradas nas tradicionais sound clashes da Jamaica. Em cima de riddims de reggae e dancehall populares e clássicos, os artistas terão 45 segundos para improvisar sobre temas sorteados que atravessam a cultura hip hop, o reggae e as mudanças climáticas.

Mais do que uma disputa, a batalha do conhecimento propõe aprender, debater e alertar sobre a crise climática na cidade, destacando a urgência da preservação da Amazônia e de seus povos. Os três melhores colocados da batalha receberão premiação em dinheiro e troféu, reconhecendo a potência lírica e o compromisso com o tema da justiça climática. As inscrições para a batalha serão cadastradas por ordem de chegada no dia do evento.

A ocupação cultural também contará com painéis de graffiti pintados pelas grafiteiras Riq e Day, além de intervenção artística de Thaís Desana, unindo arte urbana, temas amazônicos e denúncia socioambiental.

Os coletivos Miriã Mahsã e Batalha da Diversidade apoiam o projeto, que foi contemplado pelo edital RE-FARM CRIA: Juventudes em Movimento, da FARM Rio em parceria com o Instituto Regatão. A convocatória nacional foi voltada para juventudes de todo o Brasil que estão conectando territórios e soluções mais responsáveis para o futuro do planeta.

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