VÍDEO: Câmeras flagram execução de ex-PM condenado por chacina e amigo no Tarumã

Criminosos encapuzados invadiram propriedade com fuzis e pistolas na manhã desta sexta (27); “Max” foi morto exatamente 11 anos após crime que o levou à prisão.

Manaus (AM) – Imagens de câmeras de vigilância, já em posse da polícia, revelam a frieza e o poder de fogo de um grupo criminoso que executou o ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, o “Max”, 51, e um amigo, em uma propriedade particular na rua Floresta, bairro Tarumã-Açu, zona Oeste da capital. O crime ocorreu por volta das 6h40 desta sexta-feira (27/2).

O registro visual mostra o momento em que homens encapuzados, portando armamento de guerra, fuzis e pistolas, invadem o local. “Max” foi surpreendido enquanto estava sentado em uma cadeira. Sob forte ameaça, os criminosos ordenaram que as vítimas se jogassem ao chão antes de iniciarem os disparos.

O ex-PM foi morto dentro da residência. Já a segunda vítima, um amigo de Francisco que chegava ao local em um Ford Ka preto, foi executado ainda dentro do veículo. Os corpos só foram localizados cerca de uma hora e meia depois da ação.

Coincidência Macabra e Histórico Criminal
Um detalhe que chama a atenção dos investigadores é a data: a execução de “Max” ocorreu exatamente no aniversário de 11 anos da “Chacina do Santa Etelvina” (27 de fevereiro de 2015), crime pelo qual ele foi condenado.

Francisco foi apontado como um dos executores de quatro pessoas em 2015, motivado por uma disputa de terras. Na época, a investigação revelou que ele teria recebido R$ 10 mil para cometer o crime.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) trabalha para descobrir se a execução desta sexta-feira é uma vingança tardia relacionada à chacina ou se possui ligação com novos conflitos na área do Tarumã.

Investigação
As imagens das câmeras de segurança são consideradas peças-chave. Elas mostram não apenas a dinâmica, mas podem ajudar a identificar o veículo utilizado pelos atiradores e o porte físico dos envolvidos.

O Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção dos corpos, e a perícia técnica coletou dezenas de estojos de munição de grosso calibre no local. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

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