VÍDEO: Polícia prende quatro suspeitos de assassinar professor da Ufam em Manaus

Investigação da DEHS avança com capturas nesta quarta (4); Davi Said Aidar, renomado pesquisador de abelhas, foi morto a tiros em seu próprio estabelecimento em fevereiro.

Manaus (AM) – Quase um mês após o crime que abalou a comunidade acadêmica do Amazonas, a Polícia Civil deu um passo decisivo para esclarecer a morte do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, 62. Quatro homens foram presos na manhã desta quarta-feira (4/3), suspeitos de envolvimento direto na execução do docente.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), resultou na captura de Emerson Cervalho de Sousa e Antonio Carlos Pinheiro Meireles, de 41 anos. Outros dois indivíduos, cujos nomes ainda não foram revelados para não comprometer as diligências, também foram detidos.

De acordo com o delegado titular da DEHS, Adan Lou Porto, as prisões foram fundamentadas em provas técnicas e depoimentos colhidos desde o dia do crime. Uma mulher, apontada como a quinta integrante do grupo, segue foragida e é alvo de buscas intensas.

Relembre o Crime
O assassinato ocorreu no dia 6 de fevereiro, no ramal Água Branca (KM 3 da AM-010), bairro Lago Azul, zona norte. O professor estava em seu bar quando foi surpreendido por dois homens encapuzados em uma motocicleta, que efetuaram os disparos. Davi não teve chance de defesa e morreu no local.

Perda para a Ciência Amazônica
Davi Said Aidar era uma das maiores referências do país em meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) e preservação de espécies nativas. Sua morte gerou notas de pesar de instituições científicas e da própria Ufam, onde atuou por décadas formando novos pesquisadores.

“A relevância científica do professor torna este crime ainda mais emblemático. Estamos trabalhando para entregar todas as respostas à sociedade e à família”, afirmou a cúpula da Segurança Pública.

Próximos Passos
A Polícia Civil agora concentra esforços para determinar a motivação do crime: se foi um latrocínio (roubo seguido de morte), uma execução encomendada ou fruto de conflitos na região do ramal. Os presos serão interrogados e apresentados à Justiça em audiência de custódia.

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