Israel lançou novos ataques aéreos contra alvos no sul da Faixa de Gaza neste domingo (19), em retaliação a um suposto ataque do Hamas contra militares israelenses. A ofensiva foi ordenada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que prometeu uma “forte resposta” ao que classificou como uma violação da trégua em vigor.
Em comunicado, o Hamas negou ter realizado qualquer ataque contra forças israelenses dentro do território palestino. Segundo o governo local, controlado pelo grupo, 33 pessoas morreram nos bombardeios.
A nova escalada representa a primeira grande ameaça ao cessar-fogo firmado há quase dez dias, fruto de um acordo mediado pelos Estados Unidos que também previa a libertação de reféns mantidos em Gaza.
Como resposta adicional, Israel suspendeu a entrada de ajuda humanitária no território até “segunda ordem”, segundo fontes do governo citadas pelas agências Reuters e Associated Press. As mesmas fontes afirmaram que o país “pode retomar os ataques” ao território palestino caso o Hamas mantenha hostilidades.
O grupo islamista, por sua vez, afirmou ter encontrado o corpo de mais um refém morto em cativeiro, um dos pontos previstos no acordo de cessar-fogo. O Hamas advertiu, entretanto, que poderá interromper a devolução de corpos caso os ataques israelenses continuem.
Testemunhas ouvidas pela agência AFP relataram dois ataques aéreos na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em uma área ainda sob controle militar israelense. Antes das explosões, teriam ocorrido confrontos entre combatentes do Hamas e outro grupo armado palestino.
Um oficial israelense, em declaração à AFP, não confirmou os ataques, mas afirmou que militantes do Hamas dispararam tiros e um lança-granadas contra tropas israelenses, o que, segundo ele, configuraria “uma violação flagrante do cessar-fogo”.
A trégua, em vigor desde 10 de outubro, continua formalmente válida, embora incidentes com mortos venham sendo registrados desde então. O Hamas acusa Israel de 37 mortes de palestinos por disparos das forças israelenses desde o início do acordo.











