Acusado de agressão, motorista por App se apresenta à polícia e nega ter feito a corrida

Ismael Gomes afirma que está sendo acusado injustamente pela corretora Márcia Santos e apresentou provas do aplicativo e GPS indicando que permaneceu parado no local de partida, sem iniciar o trajeto, na noite do crime.

Manaus (AM) – O motociclista de aplicativo Ismael Gomes, 42, acusado pela corretora de imóveis Márcia Santos de agressão e tentativa de roubo, apresentou-se a uma delegacia de Manaus nesta segunda-feira (15/12) para dar sua versão dos fatos. O condutor alegou que está sendo vítima de uma acusação injusta e que pode comprovar, por meio de dados de GPS e do aplicativo, que não realizou a corrida com a suposta vítima.

Ismael Gomes explicou que aceitou a corrida de Márcia Santos por volta das 3h40 da madrugada, partindo da Compensa em direção ao Caritó, local de embarque.

“Quando eu fui chegando no Carito, tinham várias chamadas no celular, era 4h da manhã, momento de saída das festas. Eu aceitei a corrida, mas fiquei parado. Eu iniciei a corrida, mas fiquei parado… Para não agir de má-fé, fiquei esperando cerca de cinco minutos e 52 segundos, o que está registrado no aplicativo. Como ela não apareceu, finalizei a corrida no mesmo local,” explicou Gomes.

O motociclista afirmou que não podia cancelar a corrida, pois a passageira já havia pago online. Ele reiterou que seu veículo possui GPS e que o aplicativo da plataforma registra o tempo e o local onde ele finalizou a corrida, provando que não iniciou o trajeto em direção ao bairro Petrópolis, onde a vítima alega ter sido atacada.

Ele acrescentou que seus advogados estão solicitando as imagens de segurança do Caritó para reforçar que Márcia Santos não subiu em sua motocicleta.

Decisão de se apresentar
Ismael Gomes afirmou ter tomado a decisão de se apresentar à Polícia Civil por conta própria, após sua imagem e endereço começarem a circular nas redes sociais, colocando sua família em risco.

“Às 7 da manhã eu fiquei sabendo que a minha imagem já estava circulando na internet, pessoas querendo fazer justiça com as próprias mãos, divulgando minha imagem, meu endereço, colocando a vida da minha família e dos meus filhos em risco. Fiquei totalmente com medo,” desabafou.

O caso agora está sob investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que deverá analisar as provas e os dados de geolocalização apresentados pela defesa do motociclista para confrontar a versão da corretora.

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