Acusados pela morte de Viviane Costa são condenados a mais de 30 anos de prisão; Ex-noivo e cúmplice estão foragidos

Manaus (AM) – Após três dias de julgamento, o Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou nesta quarta-feira (9/7) os réus Alesson Pessoa Mota e Francisco de Almeida pela morte de Viviane Costa de Castro.

Manaus (AM) – Após três dias de julgamento, o Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus condenou nesta quarta-feira (9/7) os réus Alesson Pessoa Mota e Francisco de Almeida pela morte de Viviane Costa de Castro. O crime, ocorrido em 2013, foi classificado como homicídio qualificado, e ambos os réus receberam penas superiores a 30 anos de prisão em regime fechado.

Alesson foi condenado a 37 anos, três meses e 15 dias, enquanto Francisco recebeu pena de 33 anos, nove meses e 19 dias. O julgamento foi presidido pelo juiz Lucas Couto Bezerra. Com a sentença, o magistrado determinou a prisão preventiva de ambos os réus. Como não estavam presentes no encerramento do julgamento, serão considerados foragidos assim que os mandados forem publicados no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

De acordo com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), representado pelo promotor Thiago de Melo Roberto Freire, Viviane foi vítima de duas tentativas de assassinato em menos de um ano. A primeira ocorreu em 7 de junho de 2012, quando foi baleada, mas sobreviveu. Já em 23 de maio de 2013, foi atacada novamente e não resistiu. Em ambas as ocasiões, ela foi alvejada enquanto dirigia, na Avenida Timbiras, bairro Cidade Nova, por homens em uma motocicleta. Segundo a acusação, os disparos partiram de Francisco, a mando de Alesson, ex-noivo da vítima.

Viviane chegou a afirmar à polícia, após sobreviver à primeira tentativa, que o mandante do crime teria sido Alesson. A estratégia e a dinâmica da ação foram repetidas nos dois atentados, indicando premeditação.

Durante o julgamento, Alesson negou envolvimento no crime. Ele participou dos dois primeiros dias do júri, mas não compareceu ao desfecho. Francisco não esteve presente em nenhum dos dias. A defesa dos réus contou com diversos advogados, e a acusação teve o apoio das advogadas Tallita Lindoso Silva e Cíntia Rossette de Souza como assistentes do MP.

A sentença representa o encerramento de um caso que se arrastava há mais de uma década e que ganhou repercussão pela brutalidade e persistência dos autores em executar a vítima. A Polícia Civil e o Ministério Público agora concentram esforços na localização e prisão dos condenados.

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