Adolescente envolvido no espancamento e morte de Fernando Vilaça é apreendido em Manaus

Uma negociação está em andamento com a família do segundo adolescente envolvido para que ele se apresente voluntariamente

Manaus (AM) – Um dos adolescentes suspeitos de participar do espancamento brutal que resultou na morte do estudante Fernando Vilaça da Silva, 17, foi apreendido nesta quarta-feira (9/7) em Manaus. A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), que estão à frente da investigação do caso.

A identidade do suspeito apreendido não foi divulgada pelas autoridades, respeitando as restrições legais que protegem adolescentes em conflito com a lei. Contudo, a polícia confirmou que ele é um dos indivíduos que aparecem em vídeos que circulam nas redes sociais, nos quais um grupo agride violentamente Fernando.

A Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações prosseguem ativamente. Além disso, uma negociação está em andamento com a família do segundo adolescente envolvido para que ele se apresente voluntariamente às autoridades. O crime, que chocou a população da zona leste de Manaus onde ocorreu o ataque, reacendeu o debate sobre a violência entre jovens e as consequências legais para menores infratores.

Devido à sua idade, o suspeito apreendido poderá ser submetido, no máximo, a uma medida socioeducativa de internação, com duração máxima de três anos. A legislação brasileira não prevê pena de prisão para adolescentes. Eles podem ser liberados antes do prazo, caso demonstrem bom comportamento, reabilitação social ou ao atingirem a maioridade penal de 21 anos.

A morte de Fernando Vilaça gerou forte comoção e uma onda de protestos nas redes sociais, com pedidos de justiça e críticas à legislação que limita as consequências para crimes cometidos por menores. Fernando Vilaça faleceu na semana passada, após passar quatro dias internado em estado grave. Ele foi brutalmente agredido na última terça-feira (1º) por dois jovens, depois de ter sido alvo de ofensas homofóbicas enquanto caminhava pelo bairro Gilberto Mestrinho, na zona leste da capital amazonense.

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