Amazonas reforça vacinação contra o sarampo na região da tríplice fronteira

FVS-RCP apoia ações de imunização, que incluem vacinação casa a casa e preparação para o Dia D, em 7 de novembro.
FOTO: Divulgação/FVS-RCP

Manaus (AM) – Em mais uma etapa de reforço da prevenção ao sarampo no Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) intensifica a vacinação contra a doença em municípios da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. As estratégias que incluem vacinação casa a casa e mobilização social em locais de grande circulação de pessoas.

As ações de vacinação indiscriminada, que contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, ocorrem em Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, além de São Paulo de Olivença. Além de visitas domiciliares, o trabalho contempla ações em locais de grande circulação, como escolas, feiras, portos e estabelecimentos comerciais. O trabalho ocorre em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e conta com a articulação de órgãos parceiros, como Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEIs) e Casa de Saúde Indígena (Casai).

Um dos pontos da mobilização é o Dia D de vacinação, agendado para 7 de novembro, uma estratégia de oferecer vacinação em um sábado. O objetivo é ampliar o acesso da população à imunização, favorecendo, principalmente, aqueles que não conseguem ir até o posto de vacinação em horário comercial.

Toda a estratégia busca ampliar a cobertura vacinal e reduzir o risco de circulação do vírus do sarampo. “Estamos apoiando os municípios na mobilização das equipes e na capacidade técnica. Facilitar o acesso à vacina é fortalecer a resposta diante da ocorrência de casos na localidade”, enfatizou a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

A vacinação indiscriminada, que contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, é uma estratégia definida pelo Ministério da Saúde após a identificação de casos da doença na região.

São 21 casos confirmados de 1º de setembro a 26 de outubro. Os registros de sarampo no Amazonas incluem casos entre pessoas de nacionalidade peruana e brasileira, entre elas indígenas.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, reforça que a vacinação é a principal estratégia para prevenção. “Os casos estão concentrados na região da tríplice fronteira, mas é importante manter sempre a caderneta de vacinação em dia. A vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde”, disse.

Ao ampliar a imunização nos municípios, a estratégia das equipes da FVS-RCP busca reduzir o risco de continuidade da circulação do vírus do sarampo e a disseminação dele para outras regiões do Amazonas.

Atuando em Tabatinga, Priscila Siqueira, da Gerência Estadual de Imunização da FVS-RCP, acrescenta que a mobilização atua de forma objetiva, indo também até à casa das pessoas. “A vacinação casa a casa é uma estratégia decisiva, ampliando o alcance da campanha e assegurando o bloqueio viral”, destaca.

Reforço em campo

Desde fevereiro, um mês antes da confirmação do primeiro caso de sarampo no país em 2026, a FVS-RCP tem executado estratégias para reforçar a vigilância em saúde da doença no estado. Os trabalhos são feitos em parceria com profissionais do Ministério da Saúde.

Entre as ações estão alinhamento técnico e qualificação das equipes de profissionais de saúde dos municípios do Amazonas; promoção do “Dia S” de vacinação contra o sarampo; e monitoramento da doença durante eventos de massa.

As estratégias também incluíram treinamento para profissionais da rede laboratorial, alertas para a imprensa por meio de instrumentos de comunicação de risco, e engajamento comunitário e transparência de dados, com a divulgação semanal de informes epidemiológicos do cenário da doença.

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