A campeã vai dar trabalho. Embora a maioria dos participantes do BBB esteja vinculada à estratégia comercial da Globo, Ana Paula optou por seguir por um caminho distinto. Antes mesmo do confinamento, ela já mantinha contrato com outra empresa, o que, desse modo, inviabilizou qualquer acordo com a agência da emissora.
Assim, diferentemente dos colegas, toda receita publicitária obtida fora do programa fica integralmente com a jornalista.
Além disso, esse modelo contrasta com o sistema adotado após o fenômeno do BBB 21. Naquele momento, o sucesso de Juliette Freire — que acumulou mais de R$ 40 milhões em publicidade sem participação da Globo — levou à criação da ViU, braço responsável por gerenciar contratos e ampliar o controle da emissora sobre os lucros dos participantes. Desde então, a regra mudou; porém, Ana Paula ficou fora dessa engrenagem.
Favoritismo inesperado muda o jogo
Ainda que a Globo tenha insistido em um convite, Ana Paula recusou. Por um lado, ela demonstrou lealdade à equipe que já cuidava de sua carreira; por outro, avaliou que a proposta não oferecia vantagens suficientes. Mesmo assim, a emissora manteve o interesse, já que seu nome poderia atrair audiência. A aposta interna, entretanto, indicava um cenário oposto: acreditava-se que o perfil polarizador renderia rejeição.
No entanto, o público reagiu de forma surpreendente. A chamada “bruxona” conquistou apoio consistente, o que, consequentemente, alterou projeções comerciais e editoriais. Segundo a colunista Carla Bittencourt, do portal Leo Dias, o favoritismo passou a ser tratado como um desafio nas reuniões de negócio.
Enquanto isso, outros confinados também seguem fora da ViU, como Juliano Floss e Solange Couto. Entre os veteranos, nomes como Babu Santana e Sarah Andrade operam com a Mynd8, gigante do mercado digital. Já Ana Paula mantém vínculo com a First Digital, consolidando uma posição singular no jogo — e, ao mesmo tempo, altamente lucrativa.
Fonte: O Fuxico










