Ataque a sinagoga em Manchester deixa mortos e feridos; polícia trata caso como terrorismo

Foto: REUTERS/Phil Noble

Manchester (UK) – Um atentado em frente à Heaton Park Hebrew Congregation, no bairro de Crumpsall, em Manchester, deixou duas pessoas mortas e outras três gravemente feridas na manhã desta quinta-feira (2). O episódio ocorreu durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo, quando as sinagogas costumam ficar lotadas.

Segundo a polícia britânica, o autor do ataque jogou um carro contra pedestres próximos ao templo e, em seguida, desceu do veículo e esfaqueou um homem que chegava para as orações. Essa vítima morreu no local. O criminoso ainda tentou avançar em direção à entrada da sinagoga, mas foi baleado por policiais e morreu na hora.

Ação policial e segurança nacional

Imagens registradas por pedestres mostram o momento em que os agentes contêm o suspeito. Ele usava um cinturão que aparentava ser de explosivos, o que levou as autoridades a realizarem uma explosão controlada para garantir a segurança.

Durante a operação, fiéis que estavam dentro da sinagoga foram retirados em segurança. A polícia confirmou que, além da vítima esfaqueada, um segurança do templo também morreu. Outras três pessoas foram hospitalizadas em estado grave.

O Batalhão Antiterrorismo do Reino Unido anunciou a prisão de dois suspeitos de colaborar com o ataque. Após o episódio, patrulhas armadas e agentes antiterrorismo foram mobilizados em sinagogas de todo o país. Em Londres, a segurança foi reforçada em bairros com forte presença da comunidade judaica.

Reações e condenações

O primeiro-ministro Keir Starmer, que antecipou sua volta de uma cúpula de líderes europeus na Dinamarca, afirmou estar “horrorizado” com o crime e determinou aumento da proteção em sinagogas por toda a Inglaterra.

“O fato do ataque ter ocorrido no Yom Kippur torna o episódio ainda mais horrível. Vamos fazer tudo para manter a comunidade judaica segura”, declarou Starmer.

O rei Charles III disse estar “profundamente chocado e triste” com a tragédia. Já o prefeito de Manchester, Andy Burnham, classificou o caso como “incidente grave”, pediu que a população evite a área e elogiou a resposta da polícia.

A embaixada de Israel no Reino Unido também condenou o ataque, assim como diversas autoridades britânicas.

Yom Kippur

O ataque ocorreu durante o Yom Kippur, conhecido como Dia do Perdão, quando os judeus fazem jejum de 24 horas e passam o dia em oração nas sinagogas. No momento do crime, o templo em Manchester estava cheio, mas os fiéis conseguiram sair em segurança após a intervenção policial.

Em nota, a polícia de Manchester destacou:
“Sabemos que o horrível ataque de hoje, no dia mais sagrado da comunidade judaica, causou grande choque e medo em todas as nossas comunidades. Agradecemos ao membro do público cuja rápida reação permitiu nossa ação imediata e impediu que o agressor entrasse na sinagoga.”

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