Ben Affleck pode ter influenciado na saída de Dan Lin da Netflix

Dan Lin, Ben Affleck

A saída de Dan Lin do comando da divisão cinematográfica da Netflix teria sido marcada por conflitos nos bastidores. Entre os episódios relatados, estão divergências com Ben Affleck sobre dinheiro e decisões criativas.

A relação entre Lin e Affleck ruiu por múltiplos motivos. Em primeiro lugar, Lin questionou internamente a compra da InterPositive, empresa de inteligência artificial fundada por Affleck, por US$ 587 milhões, um valor que já causava ceticismo entre outros executivos da empresa.

Além do impasse financeiro, divergências criativas em relação ao filme “Sobrevivênvia” [Animals] inflamaram o clima.

O vazamento de avaliações críticas feitas por Lin sobre o longa provocou a indignação de Affleck, que cortou o diálogo direto com o executivo. O desgaste já era visível na estreia da produção, onde Dan Lin evitou apresentar o filme e restringiu sua presença ao tapete vermelho.

Frentes de conflito e reformulação na cúpula

A postura de Lin também gerou ruídos com outros grandes nomes da indústria. Durante uma reunião sobre o projeto “Nárnia: O Sobrinho do Mago”, o executivo teve um desentendimento com a diretora Greta Gerwig. Considerado desdenhoso pela equipe da cineasta, Lin acabou afastado do projeto.

Aliás, essas tensões coincidiram com uma limpa no alto escalão da empresa. Pouco antes do desligamento de Lin, o vice-presidente Doug Belgrad foi afastado. Em seguida, a Netflix promoveu a demissão surpresa da chefe de conteúdo Bela Bajaria, substituindo-a por Peter Rice, ex-executivo da Disney.

De acordo com a revista “Variety”, com a chegada de Peter Rice para liderar a divisão global de conteúdo, a busca por um novo chefe de cinema já começou.

Ben Affleck defende o uso ético da inteligência artificial

Durante sua participação no evento Screentime 2026, da Bloomberg, o ator e diretor abordou a integração da inteligência artificial no cinema, após a venda de sua empresa, InterPositive, para a Netflix.

Affleck confirmou ter utilizado essa tecnologia em seu filme de suspense, “Sobrevivência”, embora tenha preferido não detalhar em quais cenas usou inteligência artificial, para não quebrar a ilusão de realidade que o cinema busca criar.

Ele comparou a revelação do uso dessas ferramentas ao ato de um mágico explicar seus truques antes de realizar a apresentação.

Por fim, Ben considera a IA apenas uma evolução computacional na história do cinema. Acrescentou que o receio dos profissionais diminui à medida que experimentam a tecnologia, pois ela se mostra uma ferramenta sob controle humano, e não um sistema capaz de gerar um filme automaticamente.

Fonte: O Fuxico

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