A saída de Dan Lin do comando da divisão cinematográfica da Netflix teria sido marcada por conflitos nos bastidores. Entre os episódios relatados, estão divergências com Ben Affleck sobre dinheiro e decisões criativas.
A relação entre Lin e Affleck ruiu por múltiplos motivos. Em primeiro lugar, Lin questionou internamente a compra da InterPositive, empresa de inteligência artificial fundada por Affleck, por US$ 587 milhões, um valor que já causava ceticismo entre outros executivos da empresa.
Além do impasse financeiro, divergências criativas em relação ao filme “Sobrevivênvia” [Animals] inflamaram o clima.
O vazamento de avaliações críticas feitas por Lin sobre o longa provocou a indignação de Affleck, que cortou o diálogo direto com o executivo. O desgaste já era visível na estreia da produção, onde Dan Lin evitou apresentar o filme e restringiu sua presença ao tapete vermelho.
Frentes de conflito e reformulação na cúpula
A postura de Lin também gerou ruídos com outros grandes nomes da indústria. Durante uma reunião sobre o projeto “Nárnia: O Sobrinho do Mago”, o executivo teve um desentendimento com a diretora Greta Gerwig. Considerado desdenhoso pela equipe da cineasta, Lin acabou afastado do projeto.
Ben Affleck defende Tom Cruise após prejuízo milionário do filme ‘Digger’
Ator quebra o silêncio sobre a morte dos pais: ‘Algo muito marcante’
Ben Affleck nunca superou a separação de Jennifer Garner: ‘Não queria’
Aliás, essas tensões coincidiram com uma limpa no alto escalão da empresa. Pouco antes do desligamento de Lin, o vice-presidente Doug Belgrad foi afastado. Em seguida, a Netflix promoveu a demissão surpresa da chefe de conteúdo Bela Bajaria, substituindo-a por Peter Rice, ex-executivo da Disney.
De acordo com a revista “Variety”, com a chegada de Peter Rice para liderar a divisão global de conteúdo, a busca por um novo chefe de cinema já começou.
Ben Affleck defende o uso ético da inteligência artificial
Durante sua participação no evento Screentime 2026, da Bloomberg, o ator e diretor abordou a integração da inteligência artificial no cinema, após a venda de sua empresa, InterPositive, para a Netflix.
Affleck confirmou ter utilizado essa tecnologia em seu filme de suspense, “Sobrevivência”, embora tenha preferido não detalhar em quais cenas usou inteligência artificial, para não quebrar a ilusão de realidade que o cinema busca criar.
Ele comparou a revelação do uso dessas ferramentas ao ato de um mágico explicar seus truques antes de realizar a apresentação.
Receba as notícias de OFuxico no seu celular!
Por fim, Ben considera a IA apenas uma evolução computacional na história do cinema. Acrescentou que o receio dos profissionais diminui à medida que experimentam a tecnologia, pois ela se mostra uma ferramenta sob controle humano, e não um sistema capaz de gerar um filme automaticamente.
Fonte: O Fuxico










