Ben Affleck quebra o silêncio sobre a morte dos pais

Ben Affleck, Chris Affleck

Ben Affleck compartilhou publicamente o impacto emocional causado pela perda recente dos pais. As mortes aconteceram com apenas dois meses de diferença. O ator falou sobre o assunto durante sua participação no podcast de Kerry Washington, “Street You Grew Up On”.

Essa experiência dolorosa, segundo revelou o artista de 54 anos, levou-o a reavaliar suas memórias de infância sob uma perspectiva completamente diferente.

“Meus pais acabaram de falecer. Ambos. Em abril e em junho. É algo muito marcante que me fez começar a refletir sobre minha própria infância de uma maneira um tanto diferente”, justificou.

Sobre o ocorrido, seu pai, Tim, faleceu em abril passado, sem que detalhes sobre sua morte fossem divulgados. Já sua mãe, Chris Anne Boldt, faleceu em 2 de junho, aos 83 anos, devido a uma parada cardiorrespiratória decorrente de complicações de um câncer no pâncreas.

Refletindo sobre a infância

Ainda no programa, a estrela de Hollywood dedicou palavras de agradecimento à memória de sua mãe, destacando o papel fundamental que ela desempenhou em sua vida.

“Sem dúvida, aprendi a valorizar ainda mais profundamente minha mãe. E a apreciar realmente o que ela fez, bem como o sacrifício e o compromisso que demonstrou, e a entrega total que isso exigiu”, comentou emocionado.

Além disso, após a morte de Chris, Affleck encontrou cartas que ela havia escrito para seus próprios pais quando era jovem, inclusive durante o período em que morou na Califórnia, antes de retornar a Boston com a família.

A leitura dessa correspondência, disse Ben, fez ele enxergar como sua mãe era antes de ele e seu irmão, Casey Affleck, de 51 anos, nascerem.

“Parece algo louco de se dizer, mas foi muito estranho para mim ler essas cartas”.

Na verdade, os textos revelaram a Ben um lado de sua mãe que ele nunca conhecera pessoalmente: uma jovem “cheia de vida, ambição e sonhos”, que cogitava ser assistente social ou professora, vivia na Califórnia e viajava para o Mississippi para participar de protestos.

“Foi realmente fascinante”, explicou. “Mas, naturalmente, o que me marcou foi perceber que aquilo não tinha nada a ver comigo. Tipo, ela tinha uma vida plena antes de você. Essa mulher teve toda uma vida própria durante 30 anos que não tinha absolutamente nada a ver comigo”.

Fonte: O Fuxico

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