O cantor Jake Luppen, vocalista e guitarrista da banda Hippo Campus, dividiu uma notícia delicada com os fãs na quarta-feira, 14 de outubro. O músico revelou que enfrenta um tumor cerebral e precisará passar por uma cirurgia de aproximadamente seis horas. Além disso, contou que permanecerá acordado durante o procedimento, que acontecerá em 6 de novembro.
Danilo do o Flamengooperou a mandíbula
Papa Leão XIV realizou cirurgia no pulmão
Netinho de Paula descobriu que seria avô em leito
Na publicação, o cantor mostrou uma imagem de um exame do cérebro e explicou que os especialistas suspeitam de um glioma de grau 2, tumor de crescimento lento e baixo grau. Entretanto, somente a análise do tecido depois da cirurgia poderá confirmar a natureza da lesão. Enquanto se prepara para a operação, Jake também organizou uma apresentação especial para se despedir temporariamente dos palcos.
Lesão apareceu há sete anos
Primeiramente, Jake Luppen contou que descobriu a alteração cerebral há aproximadamente sete anos. Na ocasião, uma crise de enxaqueca motivou uma ressonância magnética, que identificou uma lesão de nove milímetros próxima aos gânglios da base. Entretanto, um exame de rotina realizado no verão passado apontou um possível crescimento da massa.
Por isso, os médicos solicitaram novos exames, entre eles um eletroencefalograma. Foi então que o cantor descobriu a verdadeira origem de sintomas que associava a crises de pânico. “Olá a todos. Aqui é o Jake, trazendo atualizações sobre a minha vida. Há cerca de sete anos, uma ressonância magnética — feita por causa de uma enxaqueca — revelou uma lesão de 9 mm no meu cérebro, bem perto dos gânglios da base”.
Andressa Urach quer reverter bifurcação da língua
“No verão passado, um exame de rotina mostrou um possível crescimento dessa lesão, o que levou à realização de um eletroencefalograma (EEG). Para minha surpresa, os sintomas de pânico que eu vinha sentindo eram, na verdade, crises epilépticas focais”, começou ele.
Médicos descartaram biópsia por conta do risco
Diante dos resultados, o cantor procurou acompanhamento especializado na Mayo Clinic. Após avaliarem a localização da lesão e os riscos envolvidos, o neurologista e o neurocirurgião recomendaram uma craniotomia. De acordo com o relato do vocalista, a posição da massa cerebral tornou a realização de uma biópsia arriscada. Então, a equipe médica optou por uma cirurgia aberta para retirar a maior quantidade possível da lesão.
“Meu neurologista e meu neurocirurgião na Mayo Clinic concluíram que o melhor caminho para a recuperação seria uma craniotomia para remover a lesão, já que a sua localização crítica torna a opção de uma biópsia perigosa demais. Esse tipo de cirurgia cerebral aberta dura cerca de seis horas e exige que eu esteja acordado, para que a equipe possa acessar, com segurança, o que eles acreditam ser um glioma de grau 2 (um tumor cerebral de crescimento lento e baixo grau)”, descreveu Luppen.
Apesar da preocupação com os riscos da cirurgia, Jake demonstrou confiança nos profissionais responsáveis pelo procedimento. “Eles removerão a maior parte possível da lesão e a enviarão para análise. Assim que soubermos exatamente do que se trata, saberemos como tratá-la”.
Érick Jacquin passou por angioplastia
“Embora um procedimento médico dessa natureza envolva riscos assustadores, minha família e eu não poderíamos ter uma equipe cirúrgica melhor para realizar essa operação, que está marcada para o dia 6 de novembro. Dito isso, pode levar um tempinho até que eu consiga tocar música para vocês novamente”, desabafou o cantor.Érick Jacquin passou por angioplastia
Jake Luppen prepara último show antes da cirurgia
Antes da internação, o integrante do Hippo Campus pretende encontrar os fãs em uma apresentação no Turf Club, marcada para 19 de outubro. Ao anunciar a apresentação, Jake também prometeu atualizar os seguidores com novidades sobre seu estado de saúde e afirmou que pretende voltar aos palcos assim que tiver condições.
“Por isso, no dia 19 de outubro, faremos um show no Turf Club, uma última oportunidade para curtir ao máximo antes de ficar de molho por alguns meses. Podem ter certeza de que farei todo o esforço possível para voltar aos palcos o quanto antes. Manterei vocês informados ao longo dessa jornada. Vai ser uma experiência intensa. Com muito carinho, Jake”, disse ele, por fim.
Embora a ideia de passar por uma operação no cérebro sem permanecer inconsciente possa causar estranhamento, a medicina utiliza essa técnica há mais de três décadas. Segundo informações do Portal Drauzio Varella, o procedimento recebe o nome de “awake surgery”. Para garantir a precisão dos movimentos, os profissionais mantêm a cabeça do paciente imobilizada no procedimento e utilizam anestesia e outras medidas para controlar a dor e o desconforto.
A técnica permite que os neurocirurgiões acompanhem determinadas funções cerebrais durante a retirada de lesões, especialmente quando elas ficam próximas de regiões responsáveis pela fala ou pelos movimentos. Durante esse tipo de cirurgia, a equipe médica pode solicitar que o paciente converse, leia pequenos textos ou conte números.
Além disso, os profissionais podem pedir que ele identifique objetos e pronuncie determinadas palavras. Enquanto isso, os cirurgiões acompanham suas respostas para identificar áreas cerebrais relacionadas a funções importantes. Caso o paciente apresente dificuldade repentina para falar ou nomear algum objeto, por exemplo, a equipe poderá reconhecer a proximidade de uma região essencial para a linguagem e adaptar a abordagem cirúrgica.
Receba as notícias de OFuxico no seu celular!
“A cirurgia para a retirada de tumores cerebrais com o paciente acordado é imprescindível nos casos em que as lesões se localizam próximo ou dentro de áreas consideradas vitais, como a área que controla os movimentos do corpo ou a que controla a fala. O ponto positivo é que esse método previne ou minimiza os danos às funções cerebrais, já que monitoramos o paciente em tempo real”, explicou o neurocirurgião Pedro Deja, presidente do Instituto Paulistano de Neurocirurgia.
Fonte: O Fuxico










