Casal acusado de comprar bebê por R$ 500, no interior do Amazonas, se entrega à polícia em SP

Após decisão da Justiça do Amazonas, suspeitos aguardam transferência para o estado onde ocorreu o crime
Casal de São Paulo foi preso em flagrante tentando registrar o bebê, em Manacapuru Foto: Reprodução

Ilhabela (SP) — O casal paulista acusado de tentar comprar um recém-nascido por R$ 500, em Manacapuru (AM), se entregou à polícia nesta quinta-feira (17/7), na cidade de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Luiz Armando dos Santos, 40, e Wesley Fabiano Lourenço, 38, foram levados para uma unidade policial em Caraguatatuba, onde permanecem detidos à disposição da Justiça.

Ambos haviam sido presos em flagrante no dia 11 de julho, ao tentar sair de um hospital com o bebê. Apesar da gravidade do caso, eles foram liberados após audiência de custódia. No entanto, após recurso do Ministério Público do Amazonas (MPAM), a Justiça reverteu a decisão e decretou a prisão preventiva do casal e de um terceiro envolvido — um agente local acusado de intermediar a negociação ilegal.

A nova audiência de custódia está marcada para esta sexta-feira (18/7), e os suspeitos devem ser transferidos inicialmente para o sistema prisional de São Paulo. Posteriormente, deverão ser encaminhados ao Amazonas, onde tramita o processo criminal.

Gravidade e repercussão

A decisão pela prisão preventiva foi proferida pela Vara de Garantias de Manacapuru, com base em recurso do MPAM. Para o promotor de Justiça Gérson de Castro Coelho, a medida é essencial diante da gravidade dos fatos e do risco de fuga, já que os acusados não têm vínculo com o estado. “Cabe ao Ministério Público, como fiscal da lei e defensor da sociedade, analisar com responsabilidade as circunstâncias do crime e as condições pessoais dos envolvidos para garantir que medidas adequadas sejam adotadas”, afirmou o promotor.

O caso ganhou repercussão nacional e gerou indignação ao expor uma tentativa de adoção ilegal com pagamento em dinheiro. Segundo a investigação, os suspeitos pagaram R$ 500 a um intermediador, que repassou o valor à mãe biológica — uma mulher em situação de extrema vulnerabilidade social.

As autoridades classificam o ato como criminoso e exploratório, violando direitos fundamentais da criança e as normas que regem o processo legal de adoção no Brasil.

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