Manaus (AM) – O casal John Lenon Menezes e Ana Beatriz Barbosa foi condenado a mais de 70 anos de prisão em julgamento realizado pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em essão que começou na manhã de terça-feira (17/6) e foi concluída na tarde desta quarta-feira (18/6).
John Lenon Menezes recebeu a pena de 39 anos e quatro meses de prisão. Já Ana Beatriz Barbosa, foi condenada a 32 anos e três meses de prisão. Ambos terão de cumprir a reprimenda em regime fechado.
John Lenon Menezes e Ana Beatriz Barbosa foram acusados da morte de uma menina de dois anos de idade, sobrinha de Beatriz, que estava aos cuidados dela porque a mãe estava fora de Manaus.
Os dois réus, que ja estavam presos, foram apresentados em plenário para o julgamento da Ação Penal n.º 0664203-62.2022.8.04.0001, na qual foram acusados pelo Ministério Público do Amazonas do crime de homicídio qualificado (praticado por motivo fútil, com uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e feminicídio).
A sessão de julgamento popular foi presidida pelo juiz de direito titular da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, Fábio Lopes Alfaia.
O crime
Conforme a denúncia formulada pelo Ministério Público com base nas investigações policiais, o crime ocorreu na noite de 22 de março de 2022, numa residência da rua Cristo Rei, bairro Compensa III, zona Oeste de Manaus. Segunda a denúncia, os dois acusados agrediram a criança violentamente após ficarem irritados com o choro insistente dela. Na manhã seguinte, depois de constatar a morte da menina e para tentar ocultar o crime, os acusados decidiram colocar o corpo da criança em uma mochila e Lenon conduziu Beatriz, que carregava a mochila, até ao porto do Ceasa, de onde a acusada prosseguiu viagem até o município de Autazes, no interior do Amazonas.
Lá chegando, Beatriz, ainda conforme a apuração, enterrou a mochila com o corpo da criança em uma cova rasa, próximo à residência do pai dela. Um cachorro de estimação da casa acabou descobrindo a cova da criança e, ao tomar conhecimento da situação, o próprio pai de Ana Beatriz acionou a polícia.
A denúncia do MPAM foi oferecida no dia 16 de junho de 2023 e aceita pelo juízo da 2.ª Vara do Tribunal do Júri em 26 de julho do mesmo ano. Após a fase de instrução processual, com a audiência de instrução, as partes (Defesa e Acusação) apresentaram os memoriais (alegações finais) e o magistrado pôde decidir, no dia 9 de outubro de 2024, optando pela Pronúncia (decisão que leva os réus a júri popular) dos acusados.










