Manaus (AM) – A Justiça do Amazonas negou o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia, investigadas no inquérito que apura a morte do menino Benício Xavier de Freitas, 6, após a administração de doses de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
O pedido de prisão havia sido formulado pela Polícia Civil do Amazonas após a revogação de um habeas corpus que beneficiava inicialmente a médica e a negativa de liminar para a técnica.
Em sua decisão, o juiz responsável pelo caso acolheu o parecer do Ministério Público do Estado do Amazonas, entendendo que as medidas cautelares determinadas são suficientes, e que não estão presentes, nesse momento processual, os requisitos legais para decretar a prisão preventiva das investigadas.
Apesar de manter as profissionais em liberdade, o magistrado impôs medidas cautelares obrigatórias para a médica e a técnica de enfermagem, incluindo suspensão cautelar do exercício profissional pelo prazo de 12 meses; comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades; proibição de se ausentar da Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial; e vedação de aproximação da família da vítima e de testemunhas, com distância mínima de 200 metros.
O caso tem grande repercussão no Amazonas e mobiliza investigações que buscam esclarecer a conduta das profissionais envolvidas, enquanto a família e autoridades cobram respostas claras e transparência sobre os fatos que levaram à morte da criança.
A investigação segue em curso, com a possibilidade de futuras decisões judiciais caso as medidas cautelares sejam descumpridas ou novas evidências forem apresentadas.
Radar Amazônico











