Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), realizou na manhã desta quinta-feira (4/12) uma acareação entre a médica e a técnica de enfermagem, principais envolvidas na investigação da morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. A polícia trabalha com quatro linhas de investigação e investiga, inclusive, um possível erro na intubação da vítima.
O caso, que ocorreu em 22 de novembro em um hospital particular, teve as investigações ampliadas para quatro frentes distintas.
O delegado Marcelo Martins informou que o inquérito sobre a morte de Benício, que teria sofrido uma overdose de adrenalina, não se restringe mais apenas ao erro de prescrição do medicamento. A investigação agora abrange quatro linhas principais: apura a conduta na prescrição médica; analisa a administração da medicação; verifica deficiências sistêmicas da unidade e investiga a possibilidade de falha durante o procedimento de intubação realizado na criança.
Martins explicou que a hipótese de erro na intubação ganhou reforço com novos elementos. “Desde o início, a Polícia Civil se comprometeu em investigar todas as possibilidades e continuamos buscando esclarecer a responsabilidade de todos que, eventualmente, possam ter contribuído para a morte do Benício”, afirmou o delegado.
Próximos passos incluem perícia no sistema
Durante a acareação, a médica e a técnica de enfermagem mantiveram as versões apresentadas em depoimentos anteriores. A médica, no entanto, confirmou que são autênticas as capturas de tela de uma conversa com outro médico da unidade hospitalar, divulgadas no fim de semana.
A investigação entra agora em uma fase crucial, que inclui novas perícias pelo Instituto Médico Legal (IML); depoimentos ampliados de profissionais que tiveram contato com Benício, incluindo integrantes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI); perícia técnica no sistema interno do hospital para apurar se o software troca automaticamente o receituário das medicações prescritas, o que poderia configurar uma falha estrutural.
O delegado finalizou garantindo que o técnico de informática responsável pelo sistema, outros membros da equipe médica e da gestão do hospital serão ouvidos para que as circunstâncias da morte de Benício sejam completamente esclarecidas.











