Caso Benício: TJAM nega prisão de médica investigada por morte de criança no Hospital Santa Júlia

Médica Juliana Brasil e técnica de enfermagem prestam depoimento à Polícia Civil, que investiga o caso como Homicídio com Dolo Eventual após a criança de 6 anos receber doses excessivas de adrenalina.

Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) negou o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos, investigada pela Polícia Civil (PC-AM) por suspeita de prescrição incorreta que culminou na morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, no último sábado (22/11Hospital Santa Júlia, em Manaus.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (28/11) pelo delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), após a médica e uma técnica de enfermagem prestarem depoimento.

Overdose de Adrenalina e Dolo Eventual
O caso ganhou grande repercussão após a criança sofrer seis paradas cardiorrespiratórias depois de receber, via intravenosa, ao menos três doses de adrenalina.

O delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação, afirmou que o caso está sendo tratado como homicídio com dolo eventual, argumentando que houve imprudência, negligência e indiferença com a vida da vítima.

“Quando você tem uma circunstância de que a pessoa age de forma imprudente, negligente e demonstra indiferença com relação à vida da vítima, a gente tem uma circunstância de dolo eventual,” afirmou Martins.

Testemunhas relataram à polícia que a médica não demonstrou urgência no atendimento da criança, mesmo após ser acionada pela técnica de enfermagem. Outros médicos ouvidos na investigação confirmaram que o diagnóstico final da criança foi overdose de adrenalina.

Andamento da Investigação
Nesta sexta-feira, o objetivo da polícia foi colher as versões da médica e da técnica de enfermagem. O delegado também informou que as imagens do circuito interno do hospital estão sob análise e serão cruciais para a conclusão do inquérito, que tem prazo para ser finalizado antes de 30 dias.

A autoridade policial ressaltou que a investigação segue, apesar da decisão judicial. “Respeitamos a decisão do Tribunal de Justiça, mas as investigações vão seguir em frente com a técnica e responsabilidade cabíveis para um caso como esse,” disse Martins.

Enquanto as apurações continuam, a médica e outros profissionais envolvidos também foram afastados das funções no hospital.

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