Manaus (AM) – O Ministério Público Federal (MPF) protocolou, junto à Justiça Federal em Tabatinga, o pedido de condenação para os acusados de participarem da ocultação dos corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. O requerimento faz parte das alegações finais do processo, que se baseia nas provas colhidas durante a instrução do caso ocorrido em junho de 2022.
Nesta ação específica, o MPF solicita a condenação de Eliclei Costa de Oliveira, Amarílio de Freitas Oliveira, Otávio da Costa de Oliveira e Edivaldo da Costa de Oliveira pelos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menor. Já para Francisco Conceição de Freitas, o órgão pede a condenação por duas ocorrências de ocultação de cadáver.
No mesmo processo, Amarildo da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, que já respondem pelo duplo homicídio em outra ação, figuram como réus apenas pelo crime de corrupção de menor.
Segundo o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, as provas reunidas nos autos dão sustentação à denúncia original. “A expectativa do MPF, à luz das provas dos autos, é pela condenação integral, nos termos da denúncia”, afirmou o procurador.
É importante ressaltar que este processo trata exclusivamente do destino dado aos corpos após o crime e da utilização de menores na ação, sendo conduzido de forma separada das investigações que apuram o duplo homicídio e a existência de uma organização criminosa na região do Vale do Javari.
Próximos Passos
Com a entrega das alegações finais por parte do MPF, o rito processual abre agora prazo para a manifestação das defesas dos acusados. Após essa etapa, o processo seguirá para as mãos do juiz federal, que deverá proferir a sentença.
Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram no dia 5 de junho de 2022, enquanto realizavam uma expedição na Terra Indígena Vale do Javari. Os restos mortais das vítimas foram localizados dez dias depois, após confissões e indicações geográficas feitas por envolvidos no crime, em uma área de densa vegetação.











