Manaus (AM) – Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou o sistema prisional na manhã deste sábado (24/10) após a Justiça do Amazonas conceder a progressão do regime fechado para o semiaberto. A decisão foi assinada na sexta-feira (23/10) e prevê o cumprimento da pena com monitoramento eletrônico e restrições determinadas pelo Judiciário.
Condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, Ademar estava preso desde maio de 2024, no contexto das investigações da Operação Mandrágora, deflagrada após a morte de Djidja.
Para autorizar a mudança de regime, a Justiça considerou o cumprimento do tempo mínimo exigido, a boa conduta carcerária, a ausência de faltas disciplinares e a participação em atividades de ressocialização, com aproveitamento escolar e profissional. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à progressão.
A antecipação do benefício também foi possível após o reconhecimento de 364 dias de remição da pena por atividades de estudo e trabalho, incluindo a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025.
Regras do regime semiaberto
Com a progressão, Ademar deverá utilizar tornozeleira eletrônica e cumprir as condições estabelecidas pela Justiça, entre elas o recolhimento domiciliar noturno e a permanência em casa nos fins de semana e feriados, conforme as determinações judiciais. O descumprimento das regras pode levar à revogação do benefício.
Após deixar a unidade prisional, Ademar foi recebido por familiares e amigos no salão de beleza Belle Femme, no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus. No local, falou com a imprensa e questionou aspectos da investigação que levou à sua condenação.
Mãe também está no semiaberto
A progressão ocorre semanas depois de Cleusimar Cardoso, mãe de Ademar e Djidja, também passar ao regime semiaberto. Ela foi condenada no mesmo processo por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A mudança de regime não anula as condenações nem representa absolvição. Ademar e Cleusimar continuam sujeitos às penas e às condições determinadas pela Justiça. A morte de Djidja e os desdobramentos relacionados ao caso tiveram grande repercussão no Amazonas desde maio de 2024.










