Caso Djidja: STJ nega liberdade a Ademar Cardoso e mantém prisão por tráfico de cetamina

Defesa alegou excesso de prazo e “processo parado” há cinco meses, mas Tribunal considerou a gravidade da conduta e a complexidade do caso para manter irmão de Djidja Cardoso detido.

Manaus (AM) – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na última terça-feira (5/5), o pedido de liberdade protocolado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto. O irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, segue preso preventivamente no sistema penitenciário do Amazonas, onde já se encontra há quase dois anos por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A defesa do réu buscou o tribunal superior alegando “constrangimento ilegal”. Segundo os advogados, o processo estaria estagnado há cerca de 153 dias após a anulação de uma sentença anterior, o que configuraria excesso de prazo na manutenção da prisão.

Apesar dos argumentos da defesa, o relator do caso no STJ manteve o entendimento das instâncias inferiores. Na decisão, o magistrado destacou que a prisão é necessária devido ao periculum libertatis (perigo gerado pela liberdade do réu) e à gravidade concreta das condutas investigadas.

“O Tribunal de origem fundamentadamente considerou a presença de elementos concretos, destacando a atuação estruturada e a necessidade de resguardar a ordem pública”, aponta trecho da decisão. O tribunal também rebateu a tese de demora injustificada, justificando que a pluralidade de réus e a complexidade da rede criminosa naturalmente ampliam o tempo de tramitação processual.

Ademar foi um dos principais alvos das investigações que apuraram o comércio ilegal de Cetamina (Ketamina) em Manaus. Em dezembro de 2024, ele e outros seis envolvidos, incluindo sua mãe, Cleusimar Cardoso, foram condenados a mais de 10 anos de reclusão. O grupo é acusado de liderar uma estrutura que distribuía a substância anestésica, utilizada de forma abusiva em rituais e festas.

Monitoramento do Processo
Embora tenha negado a soltura imediata, o STJ solicitou informações atualizadas ao juízo de primeira instância no Amazonas. O objetivo é monitorar o estágio atual da ação penal para garantir que não haja paralisia injustificada após a anulação da sentença anterior.

Com a decisão, Ademar permanece à disposição da Justiça enquanto o processo segue para novas fases de instrução e julgamento.

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