VÍDEO: Advogado e estudantes de Direito presos por fraude milionária contra idosos no Amazonas

Grupo é suspeito de protocolar mais de 3,7 mil ações judiciais fraudulentas e forjar documentos para obter indenizações ilícitas em Manaus e no interior do Amazonas.

Manaus (AM) – Deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na manhã desta sexta-feira (7/11), a operação “Cavalo de Troia” resultou na prisão de um advogado e de mais seis pessoas, entre as quais três estudantes de Direito, envolvidos em uma organização criminosa suspeita de aplicar um esquema sofisticado de golpes contra idosos em Manaus e municípios do interior.

A operação mobilizou policiais para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão, além de sequestro de bens, contra sete investigados.

O delegado Jorge Arcanjo informou que o advogado Helionay Pinheiro é suspeito de ser o líder da organização criminosa. Ele foi preso no município de Lábrea (a 702 km de Manaus), junto com o indivíduo classificado como o segundo na hierarquia do grupo.

O esquema criminoso, que vinha sendo praticado há três anos, envolvia a falsificação de documentos e o uso indevido do sistema judicial. As investigações identificaram que o grupo protocolou mais de 3,7 mil ações judiciais de forma fraudulenta para obter indenizações ilícitas.

Duas mulheres foram presas, sendo uma delas Laíssa de Souza Martins, esposa do advogado. O casal atuava na parte burocrática, falsificando procurações e comprovantes de residência para dar aparência de legalidade aos processos. “Elas faziam parte do núcleo principal. Falsificavam documentos e usavam o sistema Projudi (Processo Judicial Digital) para cometer novos crimes”, disse o delegado Arcanjo.

Aliciadores e sequestro de bens
Outra mulher foi detida no município de Borba, suspeita de atuar como “aliciadora” de vítimas. O grupo criminoso, que incluía três estudantes de Direito, tinha como alvo principal idosos.

Cinco veículos pertencentes aos investigados foram apreendidos durante a operação. A PC-AM continua as diligências para recolher mais provas e garantir que todos os envolvidos, incluindo os estudantes de Direito, sejam responsabilizados.

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