Cheia histórica do rio Negro mobiliza Prefeitura de Manaus e reforça ações da Defesa Civil

Manaus (AM) – Em meio à cheia histórica do rio Negro, que nesta terça-feira (1º/7) atingiu a marca inédita de 29,02 metros, o prefeito de Manaus, David Almeida, acompanhou pessoalmente o nível do rio a partir do mirante Lúcia Almeida, no centro histórico da cidade.

Manaus (AM) – Em meio à cheia histórica do rio Negro, que nesta terça-feira (1º/7) atingiu a marca inédita de 29,02 metros, o prefeito de Manaus, David Almeida, acompanhou pessoalmente o nível do rio a partir do mirante Lúcia Almeida, no centro histórico da cidade. Embora ainda abaixo do recorde de 2021 (30,02 metros), o volume de crescimento em 2025 já é o maior já registrado na capital amazonense.

“O que impressiona é a velocidade dessa cheia. Em outubro do ano passado, o rio estava em 12,11 metros — a menor cota dos últimos 122 anos. Em menos de nove meses, subiu quase 17 metros. Nunca vimos algo semelhante”, afirmou o prefeito.

A rápida elevação do nível das águas acendeu o alerta das autoridades. Seis áreas da cidade já registram pontos de alagação: São Jorge, Educandos, Presidente Vargas (Bariri), Aparecida, Mauazinho e rua dos Barés, no Centro. Nesses locais, a Defesa Civil Municipal implantou pontes provisórias, realizou obras emergenciais e reforçou a presença de equipes técnicas para reduzir os impactos nas comunidades.

Segundo o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, coronel Lima Júnior, o trabalho preventivo começou ainda em 2024. “Monitoramos o nível dos rios diariamente desde o fim do ano passado. Antecipamos planos de contingência e atuamos com reforço de pessoal nas áreas críticas. Esse planejamento tem feito a diferença”, explicou.

Moradores também reconhecem a resposta ágil do poder público. No bairro Educandos, uma das regiões mais afetadas, Maria do Carmo, de 48 anos, agradeceu pela estrutura instalada. “A água já estava batendo na porta da minha casa. A ponte ajudou muito. A gente consegue sair com segurança, levar as crianças para a escola. Nunca vimos a Defesa Civil agir tão rápido”, contou.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço é considerável: em 2024, o rio marcava 26,79 metros, com cheia registrada em 26,85 metros — sem registros significativos de alagamentos. Já em 2025, mesmo com a cota maior, os impactos vêm sendo controlados com eficácia, graças à atuação conjunta da prefeitura, Defesa Civil e comunidades.

Para o prefeito David Almeida, o momento exige responsabilidade e presença. “Aqui do mirante Lúcia Almeida, que construímos para reconectar Manaus com o rio, é impossível não refletir. O tamanho do rio impressiona, mas mais do que isso, impõe um dever. Estamos em campo, cuidando das pessoas. É isso que importa”, concluiu.

A Prefeitura de Manaus segue em alerta, com o monitoramento contínuo das cotas dos rios e pronta para ampliar as ações emergenciais, caso a cheia avance nas próximas semanas.

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