Manaus (AM) — A cheia dos rios no Amazonas já levou 42 municípios a decretarem situação de emergência, conforme boletim divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Governo do Estado, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. Ao todo, 133.711 famílias foram impactadas, o que representa mais de 534 mil pessoas diretamente afetadas em todo o estado.
Além das 42 cidades em emergência, 13 estão em estado de alerta, uma em atenção e apenas seis seguem em condição de normalidade. Das nove calhas hidrográficas do Amazonas, três já entraram em vazante — Juruá, Purus e Madeira —, enquanto as demais continuam em processo de cheia, com picos variando até o fim de julho.
Desde o início da Operação Cheia 2025, o Governo do Amazonas já enviou 580 toneladas de cestas básicas, 2.450 caixas d’água, 57 mil copos de água potável, além de kits purificadores e uma Estação de Tratamento Móvel (Etam) para as regiões mais afetadas. Municípios como Manicoré, Apuí, Borba e Anamã estão entre os beneficiados.
Na área da saúde, 72 kits de medicamentos foram distribuídos para atender mais de 35 mil pessoas, além da instalação de uma nova usina de oxigênio em Manicoré e reforço em insumos hospitalares em Apuí.
Já na educação, 453 estudantes tiveram suas aulas presenciais suspensas em quatro municípios — Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini — e seguem acompanhando os conteúdos por meio do programa “Aula em Casa”.
A Defesa Civil do Estado reforça que o monitoramento dos níveis dos rios é constante, realizado pelo Centro de Monitoramento e Alerta, para garantir respostas rápidas e minimizar os impactos da cheia sobre a população amazonense.












