Iranbuba (AM) — A segunda fase do projeto Circuito Dramel de Arte foi inaugurada com a participação de 60 alunos das escolas municipais Delfina Aziz e Maria Auxiliadora Mesquita Simas, pertencentes à rede municipal de educação de Iranduba, município localizado a 38 quilômetros de Manaus.
“O projeto Dramel existe desde 2015. A proposta é apresentar um espaço modelo sobre meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão. Na primeira fase, os alunos produziram esculturas artísticas com materiais reaproveitados, como cascas e restos de árvores. As obras foram instaladas em frente a cada estação do circuito. Na segunda fase, trazemos as crianças até o sítio para que conheçam de perto o que ajudaram a construir e explorem trilhas com atividades diversas,” explicou o diretor do Instituto Dramel, professor Joaquim Alberto da Silva.
O circuito oferece uma experiência sensorial e educativa que valoriza a fauna, a flora e a cultura amazônicas, integrando conceitos de agroecologia, arte e saberes tradicionais. Em um trajeto de aproximadamente 30 minutos, os estudantes percorreram dez estações temáticas, todas sinalizadas pelas esculturas criadas na etapa inicial do projeto. Entre os destaques estão a marcenaria, os viveiros de galinhas caipiras, mudas de árvores, tambaquis e tartarugas da Amazônia, além das calopsitas — aves que, embora não sejam nativas da floresta, encantaram as crianças com sua beleza e comportamento.

Vermicompostagem, Meliponário e Samaumeira
Durante a visita, alunos, professores e jornalistas conheceram o sistema de vermicompostagem. Neste processo, as minhocas auxiliam na decomposição da matéria orgânica (sobras de alimentos e itens descartados pela própria natureza como folhas). A ação biológica resulta em húmus, fertilizante natural rico em nutrientes, que é empregado na adubação das plantas do sítio.
O Meliponário despertou particular interesse nos alunos. As crianças tiveram a oportunidade de observar de perto as abelhas sem ferrão, conhecidas como melíponas: Jandaíra, Moça Branca e Uruçu. Além de serem superpolinizadoras da Amazônia, essas abelhas produzem um mel valorizado por suas propriedades nutritivas e sabor singular.
Durante o passeio, os estudantes também conheceram a samaumeira, uma das maiores árvores da floresta amazônica, capaz de atingir até 70 metros de altura. Considerada sagrada por muitos povos indígenas, a samaúma tem raízes em forma de sapopemas, que se projetam para fora do solo e eram usadas como instrumentos de comunicação pelas comunidades ancestrais.
“O circuito representa um avanço na integração entre arte e educação ambiental. É uma forma de promover encantamento pela biodiversidade e valorizar o conhecimento da Amazônia de forma acessível e envolvente,” destacou Joaquim Alberto.
O Circuito Dramel de Arte estará aberto para visitas escolares e atividades educativas durante todo o ano. O agendamento pode ser realizado diretamente com a coordenação do projeto: @dramel.am (instagram) ou pelo telefone: (92) 99207-0715. A propriedade está localizada na AM 070 – Rodovia Manuel Urbano, estrada do Caldeirão, ramal Monte Castelo, km 5, s/nº, sítio Doce Refúgio, Iranduba Grande.











