A empresária Cleusimar Cardoso voltou a se manifestar publicamente após deixar o regime fechado e escolheu uma carta dirigida aos funcionários do salão Belle Femme para falar sobre o momento vivido pela família. No texto, ela relembra a filha Djidja Cardoso, destaca a história do empreendimento e faz um apelo para que o filho Ademar também seja acolhido diante dos desdobramentos judiciais que envolvem a família.
Intitulada “Belle Femme – Uma história de amor, raízes, cores e propósito”, a mensagem apresenta a versão de Cleusimar sobre a construção do salão, fundado em 2001, e o papel que cada um dos filhos teve no desenvolvimento do negócio.
Ao recordar o início da empresa, a empresária afirma que criou o empreendimento para sustentar os filhos, que ainda eram crianças. Ela compara a trajetória do salão ao crescimento de uma árvore, destacando as raízes familiares como parte da identidade da marca.
“Eu fui a primeira. Eu plantei a primeira semente”, escreveu.
Carta relembra participação de Djidja no salão
Na mensagem, Cleusimar atribui a Djidja uma contribuição importante para o crescimento e a identidade do Belle Femme, especialmente nas áreas de beleza, divulgação e administração. Já Ademar é lembrado pela participação na modernização de processos e na organização do empreendimento.
A empresária também aborda o impacto da morte da filha, ocorrida em 2024, e fala sobre a necessidade de reconstruir os vínculos familiares em meio à repercussão do caso.
Um dos trechos centrais da carta é dedicado ao filho, que também aparece entre os envolvidos nos desdobramentos judiciais relacionados à família. Cleusimar pede que ele não seja rejeitado e afirma que o acolhimento a Ademar não significa apagar a memória de Djidja.
“Acolher Ademar não significa esquecer Djidja. Amar Djidja não exige rejeitar Ademar. Ninguém precisa escolher”, declarou.
Ela também pede aos funcionários que conheçam a história familiar para além das notícias e afirma que as questões judiciais devem ser esclarecidas com base em documentos e provas.
Empresária apresenta versão sobre uso de seringas
Outro ponto abordado na carta é a repercussão envolvendo o uso de seringas no salão. Segundo Cleusimar, os materiais eram utilizados inicialmente para medir a quantidade de produtos de beleza e evitar desperdícios. Na versão apresentada pela empresária, a prática teria sido uma iniciativa de Djidja após participar de um curso de empreendedorismo.
A explicação faz parte do relato de Cleusimar na carta e não representa, por si só, uma conclusão sobre os fatos investigados pelas autoridades.
Cleusimar fala em reconstrução e continuidade
Ao final da mensagem, a empresária menciona a fé, a memória da filha e a intenção de preservar o legado construído por ela, além de dar continuidade às atividades do Belle Femme. “E agora existe um novo momento. Um momento de reencontro. Um momento de acolhimento. Um momento de reconstrução”, escreveu.
A carta termina com uma mensagem direcionada aos profissionais do salão, reforçando a intenção de manter viva a história do empreendimento: “Nós somos Belle Femme. E essa história, minha gente, ainda não terminou.”
Entenda o caso
Cleusimar Cardoso foi presa durante as investigações relacionadas à morte da filha, Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, em 2024. Em 29 de setembro de 2026, ela deixou o regime fechado e passou ao semiaberto, conforme decisão judicial, permanecendo sujeita às condições determinadas pela Justiça.
Os desdobramentos do caso também envolveram outros integrantes da família e continuam ligados à apuração das responsabilidades individuais dos investigados.











