Com fábrica em Manaus, chinesa realme quer fabricar 100% dos celulares no Brasil até 2030

Marca chinesa quer acelerar entregas, cortar custos e reforçar a confiança de consumidores brasileiros; Brasil é “palavra-chave” frequente para executivos

Manaus (AM) – A realme promete investir pesado no mercado brasileiro nos próximos anos, e traça uma meta ambiciosa: produzir localmente todos os celulares vendidos no Brasil, mais precisamente no Polo Industrial de Manaus (PIM), até 2030. A informação foi confirmada por Chase Xu, vice-presidente global e CMO da fabricante chinesa, em coletiva de imprensa realizada em Paris, durante o lançamento do “flagship killer” GT 7.

Segundo o executivo, a nova fábrica em Manaus representa um passo estratégico para fortalecer a presença da realme no território nacional, impulsionado pelo grande potencial de crescimento. “Nossa participação de mercado no Brasil se multiplicou nos últimos anos, e também recebemos feedback muito positivo dos usuários”, afirmou Xu.

Em abril, a realme anunciou a abertura de sua primeira fábrica na América Latina, na Zona Franca de Manaus. A unidade pode produzir até 20 mil celulares por dia e representa um movimento estratégico para ampliar a presença da marca por aqui.

Neste início de operação, no entanto, o foco está na montagem final dos aparelhos vendidos no mercado nacional.

Durante a coletiva de imprensa no lançamento do GT 7, em Paris, Chase Xu destacou que a fábrica na região Norte faz parte de um plano de expansão e fortalecimento da marca em todo o país. A meta é nacionalizar todas as etapas da produção em até cinco anos, reduzindo a dependência das importações, além de aprimorar a cadeia de suprimentos — que envolve desde a obtenção de matéria-prima até a entrega do produto ao consumidor final.

“Já montamos uma fábrica no Brasil, em Manaus. Acreditamos que isso definitivamente melhorará nossa cadeia de suprimentos e também nossa capacidade de manufatura para melhor atender às necessidades dos nossos usuários locais. Nosso objetivo é atingir 100% de produção local de smartphones em fases, com um cronograma de cinco anos”, afirmou Chase Xu.

Dessa maneira, a fabricante espera reduzir custos e garantir preços ainda mais competitivos para seus aparelhos, o que pode ajudar a aumentar tanto a confiança quanto a preferência dos brasileiros pela marca.

Mas a estratégia da realme vai além da produção local. A empresa também tem apostado em ações de marketing para consolidar de vez sua força em terras brasileiras. Entre as iniciativas estão parcerias com fornecedores nacionais, a realização de eventos e a renovação dos pontos de venda — agora com lojas mais modernas e visualmente atraentes, pensadas para refletir o perfil jovem e conectado que representa tanto a marca quanto os compradores.

“Brasil em sido uma palavra-chave muito popular internamente na realme, seja falando sobre produtos ou marketing. O Brasil sempre foi uma solução. É um grande mercado, com grande potencial, e vemos muitas oportunidades nele, porque acreditamos que a concorrência no Brasil não é tão acirrada quanto a de outros mercados mais maduros”, disse Chase Xu.

A nova operação não deve impactar apenas o universo dos smartphones. Segundo a realme, o projeto tem potencial para gerar empregos diretos e indiretos, além de promover transferência de tecnologia e estimular o crescimento da indústria nacional.

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