Comissão Julgadora desembarca na Ilha para definir o campeão do Festival de Parintins 2026

Parintins (AM) – A etapa decisiva do 59º Festival Folclórico de Parintins começou oficialmente com o desembarque da Comissão Julgadora na Ilha Tupinambarana.

Parintins (AM) – A etapa decisiva do 59º Festival Folclórico de Parintins começou oficialmente com o desembarque da Comissão Julgadora na Ilha Tupinambarana. Formado por especialistas de renome de diversas regiões do Brasil, o grupo terá a complexa missão de avaliar as três noites de espetáculo dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, que ocorrem nos dias 26, 27 e 28 de junho.

Neste ano, a presidência da Comissão Julgadora ficará sob a responsabilidade do maestro paulista Flávio Lago Perrucci, atual gerente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Com ampla experiência em gestão cultural, ele coordenará os trabalhos e a consolidação das notas na arena.

Como funciona o julgamento do Festival de Parintins

Para garantir critérios estritamente técnicos e em conformidade com o regulamento, os avaliadores foram divididos em três grandes blocos de especialidade:

Bloco A – Musical: Responsável por analisar a qualidade das toadas, a execução instrumental, a afinação e a interpretação. É composto pela cantora e compositora Giana Cervi (SC), pelo trombonista e arranjador Giovani Alves Loner (SP) e pelo contrabaixista e pesquisador José Alexandre Carvalho (SP).

Bloco B – Cênico e Coreográfico: Focado na evolução dos itens, danças e encenações na arena. Integram o grupo a bailarina e doutora em Artes Ana Carolina Mundim (CE), a atriz e diretora teatral Renata Kely da Silva (CE) e a diretora artística Sylvana Tenório Albuquerque (SC), que possui histórico de trabalhos ligados ao Bolshoi Brasil.

Bloco C – Artístico e Visual: Destinado a julgar a cenografia, os figurinos, o acabamento e a concepção estética das gigantescas alegorias. Os responsáveis são a cineasta e pesquisadora Danielle Bertolini da Silva (MT), o cenógrafo e professor da Unirio Luiz Henrique da Silva e Sá (RJ) e o arquiteto e artista visual Mikael José Guedes Alves (MG).

Injeção na economia e expectativa pelo título

Os jurados acompanharão minuciosamente cada detalhe das performances, desde o comportamento das galeras até a precisão dos itens individuais. A disputa de 2026 é considerada uma das mais acirradas e aguardadas dos últimos tempos, reflexo do alto investimento financeiro e tecnológico feito por ambas as agremiações nos galpões.

Além do espetáculo cultural, o festival projeta o folclore amazônico para o mundo e atua como o principal motor econômico do interior do estado nesta época do ano. A presença em massa de turistas impulsiona diretamente o comércio, a rede hoteleira, o transporte hidroviário e a gastronomia local, consolidando o evento como uma potência da economia criativa do Amazonas.

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