Porto Alegre – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou nesta quarta-feira (4) novos detalhes sobre o assassinato de uma mulher cujo corpo foi encontrado esquartejado em diferentes pontos da capital gaúcha. Parte dos restos mortais estava em uma mala abandonada no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre, descoberta após funcionários perceberem um forte odor.
O principal suspeito, Ricardo Jardim, de 65 anos, teria se inspirado no chamado “Crime da Mala” de 1928, em São Paulo, quando o imigrante italiano Giuseppe Pistone matou e esquartejou a esposa, deixando o corpo em uma mala na Estação da Luz. Segundo os investigadores, o publicitário apresenta traços de psicopatia e buscava reproduzir o episódio histórico.
Histórico e motivação
De acordo com a polícia, a motivação do crime seria financeira. Ricardo chegou a usar o celular da vítima para enganar familiares e tentou sacar valores de sua conta bancária. A investigação também apura se houve planejamento prévio, já que o homem utilizava disfarces, documentos falsos e deixou pistas falsas para tentar incriminar terceiros.
O suspeito já havia sido condenado em 2018 pelo assassinato da própria mãe, em 2015, quando ocultou o corpo concretado e se apropriou de um seguro de vida de R$ 400 mil. Ele cumpria pena em regime semiaberto, mas estava foragido desde abril deste ano.
Descrito como “inteligente e articulado” pelos investigadores, Ricardo nega o assassinato da atual companheira, embora tenha admitido o crime contra a mãe. A Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.











