Cratera provocada por rompimento de cano de água no tarumã ameaça via e expõe crise de infraestrutura em Manaus

Manaus (AM) – Um rompimento em um cano da concessionária Águas de Manaus transformou um trecho da Avenida Praia da Ponta Negra, zona oeste da capital, em um cenário de risco e descaso. O vazamento, que persiste há mais de uma semana, abriu uma cratera de grandes proporções e criou uma verdadeira “cachoeira” de água que corrói diariamente o asfalto.
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – Um rompimento em um cano da concessionária Águas de Manaus transformou um trecho da Avenida Praia da Ponta Negra, zona oeste da capital, em um cenário de risco e descaso. O vazamento, que persiste há mais de uma semana, abriu uma cratera de grandes proporções e criou uma verdadeira “cachoeira” de água que corrói diariamente o asfalto, colocando em alerta motoristas, pedestres e moradores da região que liga o bairro Parque Riachuelo ao Tarumã.

A gravidade da situação ficou ainda mais evidente na manhã desta quinta-feira quando um caminhão, ao trafegar pelo local, cedeu ao solo instável e afundou parcialmente, ilustrando o perigo iminente de acidentes mais graves. Moradores relatam que a concessionária foi acionada inúmeras vezes, mas as intervenções realizadas até o momento têm sido paliativas e incapazes de conter a erosão contínua e o enorme desperdício de água potável.

“Já ligamos várias vezes, mas só fazem um remendo que não resolve. A cada dia o buraco fica maior e a água mais forte. É um descaso completo”, desabafa um comerciante da região, que prefere não se identificar.

Além do risco à segurança, o incidente joga luz sobre a crise de gestão hídrica na cidade. Enquanto diversos bairros de Manaus sofrem com a falta de água, um volume significativo da água jorra ininterruptamente pelas ruas, escancarando problemas de manutenção preventiva e planejamento.

Especialistas em infraestrutura urbana alertam que a situação é crítica. A água, ao infiltrar-se no solo, compromete a base de sustentação da via, criando um vazio sob o asfalto que pode ceder a qualquer momento, especialmente sob o peso de veículos pesados. A demora no reparo definitivo é classificada como uma negligência inadmissível com um serviço essencial.

Enquanto a solução efetiva não chega, a população local é obrigada a conviver com o transtorno, improvisando rotas e enfrentando o medo de novos desmoronamentos. A imagem da cratera, com a água formando poças e levando consigo o asfalto, tornou-se um símbolo do descompasso entre a necessidade urgente dos cidadãos e a resposta do poder público e das empresas concessionárias.

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