Manaus (AM) – O imbróglio jurídico envolvendo a guarda da capivara Filó ganhou um novo e tenso capítulo. A Justiça Federal determinou que o influenciador digital Agenor Tupinambá entregue o animal ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no prazo máximo de 30 dias. Inconformado com a sentença, o influenciador anunciou publicamente que irá recorrer e travar uma nova disputa judicial para tentar reverter a ordem.
A nova decisão revoga a autorização liminar que garantia a permanência de Filó com Agenor desde o início da repercussão do caso, em 2023. Pelo despacho recente, o animal silvestre deve ser transferido para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus, onde o Ibama planeja submetê-lo a um protocolo de reabilitação com foco na eventual devolução ao habitat natural.
Impasse Técnico e Repercussão
A ordem reacendeu discussões acaloradas entre ambientalistas e apoiadores do influenciador. Agenor e sua equipe questionam abertamente a estrutura do Cetas e a viabilidade de reintegração de um animal acostumado ao convívio humano direto há anos, alegando risco ao bem-estar da capivara.
Por outro lado, o Ibama e órgãos ambientais sustentam que a manutenção de animais silvestres como espécimes de estimação fere a legislação ambiental brasileira, estimula a domesticação irregular da fauna nativa e contraria as diretrizes nacionais de conservação. Agenor garantiu que seus advogados já preparam os recursos para tentar paralisar o prazo de entrega na segunda instância.










