Débora Nascimento abriu o jogo sobre um lado pouco comentado de ser reconhecida pela beleza. Em entrevista ao programa Odeio Cinema, do AdoroCinema, a atriz contou que precisou se esforçar mais para provar que tinha talento além da aparência.
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Questionada sobre a possibilidade de a beleza pesar na carreira, Débora não hesitou. Segundo ela, em alguns trabalhos precisou demonstrar ainda mais sua capacidade para conseguir oportunidades.
“Alguns trabalhos eu tive que trabalhar muito mais, mostrar muito mais para poder pegar, para simplesmente acreditarem de que eu não era apenas bonita”, contou.
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Débora Nascimento questiona estereótipos
Além disso, a atriz refletiu sobre como os padrões impostos às mulheres podem influenciar a maneira como personagens são construídas. Para Débora, existe uma ideia equivocada de que uma mulher bonita não pode viver experiências complexas.
“É como se uma brasileira, uma mulher comum no nosso Brasil, não pudesse ser bonita. Como se uma mulher bonita não tivesse o direito de sofrer, de sentir, de ter uma vida complexa, uma vida normal. Eu sinto isso muito aqui, no Brasil”, afirmou.
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Ao longo da carreira, Débora também precisou aprender a lidar com a própria imagem. A atriz contou que demorou para reconhecer a beleza como parte de quem é sem permitir que ela definisse seu trabalho.
“Eu demorei muito tempo para poder falar: ‘Sou bonita, sim, me acho linda e isso faz parte de mim’. Eu tive que começar a prestar atenção no olhar do outro sobre mim, os diretores, produtores de elenco…”, explicou.
Atriz quer fugir de papéis estereotipados
Com o tempo, Débora passou a enxergar a própria beleza de outra maneira. Em vez de tentar escondê-la, decidiu assumir essa característica sem permitir que ela determinasse os papéis que aceita.
“A minha beleza está aqui. E eu não [vou] lutar contra, [vou] me apropriar dessa beleza, mas não usar ela para conseguir os papéis [estereotipados], porque esses papéis não são os papéis que me interessam”, declarou.
Fonte: O Fuxico










