Manaus (AM) – A assessoria jurídica da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL), emitiu nota oficial manifestando indignação diante da operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Civil (PC-AM) na manhã desta sexta-feira (6/11), em sua residência no bairro Vieiralves. O posicionamento da defesa classifica a diligência como parte de uma “escalada de perseguição política” e aponta a ocorrência de abuso de autoridade durante os procedimentos.
Segundo a nota emitida pelos advogados, garantias legais e prerrogativas da advocacia teriam sido desrespeitadas no decorrer das buscas conduzidas no âmbito do inquérito instaurado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
“A defesa considera inaceitável que direitos fundamentais sejam colocados em segundo plano e afirma que não aceitará qualquer tentativa de constrangimento ou intimidação por meio de procedimentos que desrespeitem a legislação”, destaca um trecho do comunicado oficial.
Críticas a Vazamentos e Uso Político de Investigação
A defesa da ex-candidata voltou a negar qualquer cumplicidade ou envolvimento direto de Maria do Carmo no episódio envolvendo a exposição e manipulação da imagem da filha adolescente do governador eleito, Omar Aziz (PSD).
Os advogados criticaram formalmente a veiculação constante de dados na imprensa local sobre um procedimento apuratório que corre formalmente sob segredo de justiça. Para a assessoria jurídica, a exposição contínua da imagem da empresária sinaliza um “uso politiqueiro” do inquérito policial para macular sua honra desde o encerramento do pleito eleitoral.
“Em todo o decorrer da investigação, a Professora Maria sempre se colocou à disposição para colaborar com a justiça e apontar os verdadeiros responsáveis por qualquer atitude que tenha ferido os direitos das partes envolvidas”, pondera a assessoria.
Declaração e Confiança na Justiça
A equipe de advogados enfatizou que o cumprimento de ordens emitidas pelo Judiciário não dá respaldo para que órgãos policiais excedam os limites legais estabelecidos na constituição.
Apesar da operação, a ex-candidata reiterou que permanece em sua residência acompanhando os desdobramentos processuais. Relembrando o pronunciamento feito em suas redes sociais na quinta-feira (5), Maria do Carmo manteve a postura de tranquilidade em relação às apurações.
“Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, declarou a ex-candidata ao reafirmar confiança no arquivamento das acusações.










