Delegado e investigador do Amazonas são presos por suspeita de roubo de ouro e R$ 800 mil

Policiais são investigados por participação em assalto de 30 quilos de ouro ocorrido em Boa Vista; operação da PF foi realizada em Manaus.
Foto: Reprodução

Manaus (AM) – Um delegado e um investigador da Polícia Civil do Amazonas foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (26), durante uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de roubo de ouro e dinheiro. A ação ocorreu na zona Oeste de Manaus.

Os alvos foram o delegado John Castilho e o investigador Diego Gabriel, ambos lotados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru. Segundo a investigação, os dois teriam ligação com um assalto ocorrido em março deste ano, em Boa Vista, Roraima.

Grupo teria usado identidade policial para executar assalto

De acordo com a Polícia Federal, o crime aconteceu no bairro Caçari, na zona Leste da capital roraimense, durante uma negociação envolvendo aproximadamente 30 quilos de ouro.

A investigação aponta que o influenciador digital Ivan Luiz Bastos Guimarães teria participado da organização da emboscada contra os envolvidos na negociação.

Para executar o roubo, o grupo teria utilizado veículos descaracterizados, armas e distintivos, criando a aparência de uma operação policial. Dessa maneira, os suspeitos conseguiram abordar as vítimas e levar tanto o dinheiro do comprador quanto a carga pertencente aos fornecedores.

O prejuízo relacionado ao grupo investigado ultrapassaria R$ 23 milhões, segundo as autoridades.

PF investiga participação de outros envolvidos

As diligências são conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Com as prisões realizadas nesta quarta-feira, os investigadores buscam identificar outros integrantes que possam ter participado do esquema.

Os dois policiais presos foram levados para prestar depoimento e, posteriormente, deverão ser encaminhados ao sistema prisional.

Polícia Civil anuncia apuração interna

Em nota, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou que acompanha a operação e que está colaborando com a Polícia Federal na investigação.

A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por servidores e informou que o caso será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, responsável pela apuração disciplinar.

Além da investigação criminal conduzida pela PF, os policiais poderão responder a um procedimento administrativo. A apuração interna poderá determinar eventual responsabilidade funcional e outras medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de perda do cargo, caso as acusações sejam comprovadas.

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