Deputada cobra explicações do governo do Amazonas sobre gestão hospitalar de R$ 1,9 bilhões

Mayra Dias exige transparência sobre a escolha da Organização Social IDEAS para administrar o Complexo Hospitalar Leste, citando “histórico de denúncias” da entidade em outros estados.
Foto: Divulgação

Manaus (AM) – O contrato de R$ 1,9 bilhão firmado entre o Governo do Amazonas e a Organização Social (OS) IDEAS para gerir o Complexo Hospitalar Leste – que engloba os prontos-socorros João Lúcio e da Criança Zona Leste – está no centro de uma nova polêmica na saúde estadual. A deputada Mayra Dias (Avante) protocolou o Requerimento nº 4276/2025 cobrando esclarecimentos urgentes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e do Governo sobre a escolha da entidade.

A parlamentar exige informações detalhadas sobre os critérios técnicos, jurídicos e administrativos que levaram à contratação bilionária, com duração de 60 meses. A preocupação central de Mayra Dias reside no histórico da OS IDEAS.

“Um contrato bilionário como esse precisa ser amplamente justificado e fiscalizado”, afirmou a deputada.

Mayra Dias destacou que a entidade já é alvo de denúncias e investigações em outros estados, incluindo casos de suposta negligência em unidades de saúde. A solicitação ocorre em um momento de “desconfiança na gestão estadual”, após operações policiais recentes investigarem outros contratos suspeitos na saúde.

Transparência e responsabilidade

No requerimento, a deputada questiona se o Estado realizou uma análise de risco (compliance) sobre o histórico de denúncias do IDEAS; como o Governo garantirá que a gestão do Complexo Hospitalar Leste estará alinhada às diretrizes do SUS, evitando a perda de controle administrativo; e quais são as garantias legais de responsabilização da OS em caso de descumprimento contratual ou má prestação de serviço.

“O povo amazonense precisa ter a certeza de que cada real investido na saúde está sendo aplicado com responsabilidade, eficiência e transparência,” concluiu Mayra Dias, reforçando o dever do Legislativo de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

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