Manaus (AM) – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deu um passo decisivo para a normalização do tráfego na BR-319 ao realizar, nesta quinta-feira (23/4), o teste de carga na nova ponte sobre o rio Autaz Mirim, no km 24,60. A etapa é o último requisito técnico para garantir que a estrutura suporte o fluxo de carretas e veículos pesados antes da inauguração oficial.
O teste consistiu na passagem estratégica de caçambas carregadas com areia molhada sobre o tabuleiro da ponte. Equipamentos de alta precisão foram instalados para medir vibrações, deflexões e a resistência do concreto em tempo real.
O superintendente do Dnit, Orlando Fanaia, garantiu que os resultados preliminares são positivos. “A ponte está ótima, o concreto já atingiu a resistência necessária. Esse teste é fundamental para termos o histórico de comportamento da estrutura sob estresse. Com essa instrumentalização, garantimos uma liberação segura”, explicou.
Responsabilidade Técnica
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) acompanhou de perto o procedimento e rebateu críticas sobre a suposta demora na entrega, enfatizando que a pressa não pode se sobrepor à segurança das vidas amazonenses.
“Não é bem assim, amigo. Temos questões técnicas e responsabilidade cível e criminal. Não podemos permitir que se repita o que aconteceu antes, quando a irresponsabilidade ceifou vidas. Vamos entregar a ponte no dia 27 totalmente concluída, testada e certificada”, declarou o senador.
Retomada da Logística
A nova ponte possui 244,60 metros de extensão e 11 metros de largura, substituindo a antiga estrutura que desabou em 2022. Com a análise dos dados coletados nesta quinta, a previsão de liberação total para o tráfego permanece para a próxima segunda-feira (27/4).
A entrega da ponte do Autaz Mirim completa um ciclo de reconstrução logística na rodovia. Em setembro de 2025, o Dnit já havia liberado a ponte sobre o rio Curuçá (com investimento de R$ 36,6 milhões), sanando os dois principais gargalos que isolaram parcialmente Manaus por via terrestre nos últimos anos. Com as duas estruturas finalizadas, a integração econômica entre o Amazonas e Rondônia ganha novo fôlego, garantindo segurança para motoristas e eficiência no escoamento de mercadorias.











