Manaus (AM) – Empreendedores de turismo sustentável em Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas ganharam mais tempo para buscar recursos de fomento. A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) prorrogou, até o dia 15 de outubro, as inscrições para o edital do Projeto Prospera na Floresta, iniciativa voltada ao fortalecimento do Turismo Sustentável de Base Comunitária (TSBC) no estado.
O edital selecionará 30 empreendimentos, entre pousadas e restaurantes comunitários, localizados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, RDS Puranga Conquista, RDS do Uatumã e Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro. Podem se candidatar negócios geridos por ribeirinhos, indígenas, quilombolas e demais populações tradicionais.
A divisão do fomento atenderá diferentes níveis de maturidade dos negócios. Dos 30 selecionados, 26 empreendimentos receberão capital semente de até R$ 23 mil para melhorias em infraestrutura, compra de equipamentos e insumos. Já os quatro empreendimentos de maior porte contarão com aporte de R$ 50 mil voltado à aceleração comercial.
Além do recurso financeiro, todas as 30 propostas escolhidas receberão um kit de autonomia tecnológica composto por painéis fotovoltaicos off-grid (energia solar) e conectividade de internet via satélite, superando gargalos históricos de energia e comunicação na calha dos rios.
“O grande objetivo é promover a cultura empreendedora, desenvolver empreendimentos, fortalecer o ecossistema e criar alternativas de renda sustentável que possam beneficiar as populações tradicionais, quilombolas e indígenas nos territórios onde a FAS atua”, destacou Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS.
Requisitos e Projeto Global
Para concorrer, os estabelecimentos devem comprovar atuação mínima de seis meses, regularidade jurídica e fiscal, além de estar situados dentro das áreas protegidas contempladas. A seleção dará peso à participação de jovens e mulheres na gestão, além do compromisso comprovado com a conservação ambiental.
O Projeto Prospera na Floresta é executado pela FAS com financiamento do Fundo Amazônia/BNDES. Com duração de quatro anos, a meta global do programa é impactar diretamente mais de 11,3 mil pessoas em 22 Unidades de Conservação estaduais e federais do Amazonas.











