Em Manaus, acusados de matar jovem palestino vão a júri popular

Robson Silva Nava Júnior e Bruno da Silva Gomes se tornaram réus pelo assassinato de Mohammad Manasrah e pela tentativa de homicídio do irmão da vítima, Ismail.

Manaus (AM) – O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, Fábio César de Souza, acatou a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) contra Robson Silva Nava Júnior e Bruno da Silva Gomes, acusados de matar o jovem palestino Mohammad Manasrah e de tentar matar o irmão da vítima, Ismail, no dia 5 de março. O crime ocorreu após uma discussão em uma boate em Manaus.

Na decisão, o juiz afirmou que as provas coletadas são suficientes para levar a dupla a julgamento. “O acervo probatório converge de maneira suficiente para os acusados, justificando a submissão de ambos ao julgamento pelo Tribunal do Júri”, diz trecho do documento.

O crime, segundo a denúncia do MPAM, ocorreu por volta das 2h da madrugada, em frente à boate Rox Club e Lounge, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus. Os acusados teriam se desentendido com os irmãos ainda dentro do estabelecimento.

A acusação aponta que, ao saírem da boate, Robson iniciou uma conversa “pacífica” para distrair os irmãos, enquanto Bruno, que estava escondido, os atacou com um gargalo de garrafa. Mohammad foi morto com um golpe no pescoço, e Ismail, ao tentar proteger o irmão, também foi gravemente ferido.

O juiz manteve a prisão preventiva de Bruno, que está preso desde fevereiro, por considerar que ele pode ameaçar a testemunha e Ismail. Já Robson, que está foragido desde a mesma época, possui dois mandados de prisão em aberto e faz parte da lista de procurados da Polícia Civil.

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