Manaus (AM) – O Governo do Estado do Amazonas divulgou, na sexta-feira (30/10), novo boletim consolidado do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais trazendo o panorama atualizado dos impactos da seca hidrológica. Segundo dados levantados pela Defesa Civil do Amazonas, 146.425 famílias já foram diretamente afetadas pelos efeitos desastrosos da estiagem severa no território amazonense.
O relatório aponta que 47 municípios encontram-se em situação formal de Emergência, enquanto outras 15 calhas municipais, incluindo a capital, Manaus, permanecem em estado de Alerta hidrológico.
Paralelamente à vazante dos rios, o levantamento do monitoramento ambiental apontou severa degradação nos índices de qualidade do ar em diversas calhas do estado.
O município de Parintins apresentou o pior indicador do mapa estadual, classificado com qualidade do ar “péssima”. Outros cinco municípios — Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã — registraram índices considerados “muito ruins”. Em Manaus e em outras oito localidades, a condição aferida foi classificada como “ruim” no fechamento do informativo.
Combate aos Focos e Ajuda Humanitária
Para mitigar a crise, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 já enviou socorro humanitário a 15 municípios prioritários. As remessas acumulam 96 toneladas de alimentos (4.800 cestas básicas), 3.400 kits de higiene, 3.060 caixas d’água individuais de 500 litros e purificadores portáteis de água potável para comunidades isoladas.
No combate direto às queimadas associadas à seca, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.921 ocorrências de incêndio e combateu 24.390 focos de calor entre 1º de junho e 29 de outubro.
A força-tarefa conta com 1.500 servidores e brigadistas, com suporte aéreo de 18 aeronaves. O uso do fogo permanece rigorosamente proibido em todo o território amazonense por decreto estadual válido por 120 dias.









