EUA interceptam navio petroleiro próximo à Venezuela; tensão política aumenta

Trump confirma ação militar enquanto Maduro acusa Washington de intervenção
Foto: AFP/Jim Watson

Venezuela – Forças militares dos Estados Unidos interceptaram e detiveram um navio petroleiro nas proximidades da costa venezuelana nesta quarta-feira (10). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a operação durante um encontro com empresários na Casa Branca, sem detalhar o nome da embarcação, a bandeira sob a qual navegava ou o ponto exato onde ocorreu a abordagem. Segundo ele, a ação foi realizada “por um bom motivo”.

Em Caracas, também nesta quarta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a criticar o que classificou como interferência norte-americana na região. Embora não tenha mencionado diretamente o episódio envolvendo o petroleiro, o líder venezuelano repudiou as políticas externas dos EUA.

“Da Venezuela, pedimos e exigimos o fim do intervencionismo ilegal e brutal dos Estados Unidos. Basta de políticas de mudança de regime, de golpes de Estado e de invasões pelo mundo”, declarou Maduro. Ele ainda citou conflitos como Vietnã, Somália, Afeganistão e Iraque ao condenar o que chamou de “guerras eternas e imperialistas”.

A interceptação ocorre no momento em que os Estados Unidos reforçam sua presença militar no Caribe, com o envio de um porta-aviões, aeronaves de combate e dezenas de milhares de militares. Washington afirma que a movimentação faz parte de uma operação antidrogas, enquanto o governo venezuelano alega que o objetivo real seria desestabilizar e derrubar o regime chavista.

A notícia elevou o preço do petróleo, que havia iniciado o dia em queda.

A Venezuela – país fundador da Opep – registrou no mês passado exportação superior a 900 mil barris diários de petróleo, alcançando a terceira maior média mensal do ano. O aumento está ligado às maiores importações de nafta pela PDVSA, utilizada para diluir o petróleo cru produzido no país.

Apesar da crescente pressão sobre o governo Maduro, os Estados Unidos vinham evitando interferir diretamente no fluxo de petróleo venezuelano. Mesmo assim, Trump já havia cogitado publicamente uma possível intervenção militar no país sul-americano.

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