Manaus (AM) – O tenente-coronel do Exército, Hélio Ferreira Lima, que já comandou a 3ª Companhia de Forças Especiais do Comando Militar da Amazônia (CMA), foi preso, na manhã desta terça-feira (19), pela Polícia Federal por participar da trama dos assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.
A prisão ocorreu em Brasília e faz parte da “Operação Contragolpe”. De acordo com as investigações, o grupo conspirador, formado por quatro militares do Exército (um deles também comandante da Polícia Rodoviária Federal – PRF) e um agente da Polícia Federal, planejou os assassinatos com o intuito de impedir a posse do presidente eleito.
O plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, envolvia ações coordenadas com técnicas militares avançadas, utilização de recursos humanos e bélicos, e a criação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” para lidar com os possíveis conflitos resultantes do atentado. Segundo a Polícia Federal, os conspiradores, com alto nível de treinamento técnico-militar, organizaram a trama entre novembro e dezembro de 2022, com o objetivo de não apenas eliminar os líderes políticos, mas também abolir o Estado Democrático de Direito de forma violenta.
Durante a operação, cinco pessoas foram presas:
- Hélio Ferreira Lima: Tenente-coronel do Exército e ex-comandante da 3ª Companhia de Forças Especiais.
- Mário Fernandes: General e ex-ministro interino da Secretaria-Geral da Presidência.
- Rafael Martins de Oliveira: Major das Forças Especiais do Exército.
- Rodrigo Bezerra de Azevedo: Major das Forças Especiais do Exército.
- Wladimir Matos Soares: Agente da Polícia Federal.
Os mandados de prisão foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e no Distrito Federal. Além das prisões, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares foram executados, incluindo a entrega de passaportes e a suspensão de funções públicas.
“Kids Pretos”
Quatro dos detidos pertencem ao grupo de elite do Exército, conhecido como “kids pretos”. Este grupo altamente treinado em operações especiais estava monitorando alvos, incluindo ministros do STF, para executar suas ações caso o golpe fosse levado a cabo.
A Operação Contragolpe segue investigando a organização criminosa, cujos integrantes são acusados de crimes como golpe de Estado, organização criminosa e conspiração para abolir violentamente o Estado Democrático de Direito.








