Explosões em Cali e queda de helicóptero deixam 18 mortos na Colômbia

Foto: Iusef Samir Rojas/AFP/Getty Images via BBC

Bogotá (COL) – Um dia marcado pela violência abalou a Colômbia na quinta-feira (21). Um ataque com explosivos em Cali e a derrubada de um helicóptero policial em Amalfi, no departamento de Antioquia, deixaram ao menos 18 mortos, entre eles seis civis e 12 policiais, segundo autoridades locais.

O presidente Gustavo Petro classificou os episódios como um “dia de morte” e atribuiu as ações a dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Nenhum grupo, no entanto, assumiu a autoria.

Explosões em Cali

Na cidade de Cali, terceira maior do país, cilindros-bomba foram lançados contra a Base Aérea Marco Fidel Suárez, no norte. Pelo menos 65 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, e dezenas de casas foram danificadas.

Moradores relataram ter ouvido fortes explosões e a prefeitura ordenou a evacuação de edifícios, fechamento de ruas e restrições no tráfego. Uma van suspeita foi encontrada nas proximidades, mas descartou-se que estivesse carregada com explosivos.

O prefeito Alejandro Eder anunciou uma recompensa de 400 milhões de pesos (cerca de R$ 545 mil) por informações que levem à prisão dos responsáveis.

Queda de helicóptero em Antioquia

Horas antes, em Amalfi, um helicóptero da polícia que apoiava operações contra plantações ilícitas foi abatido, matando 12 agentes.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, atribuiu a ação ao Clã do Golfo (Exército Gaitanista da Colômbia), enquanto Petro apontou para dissidências das Farc.

Críticas à política de paz

Os episódios reacenderam o debate sobre a política de “paz total” do governo Petro, que busca negociar com grupos armados, como o ELN, dissidentes das Farc e o Clã do Golfo.

A oposição responsabilizou o presidente pelo aumento da violência. O partido Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe, acusou Petro de “proteger criminosos” sob o argumento do diálogo. Já o ex-presidente César Gaviria declarou que a política de paz “fracassou em reduzir a violência”.

Petro se defendeu mostrando estatísticas que indicam queda da taxa de homicídios em comparação com governos anteriores.

Violência em alta

A Colômbia vive um ano turbulento, marcado por confrontos entre grupos armados, deslocamentos forçados e ataques em regiões como Cauca, Catatumbo e Guaviare. Em janeiro, mais de 117 pessoas morreram em uma escalada de violência na fronteira com a Venezuela.

A tensão aumenta a menos de um ano das eleições presidenciais, colocando a segurança pública no centro do debate político no país.

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