Manaus (AM) – A deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC) tornou públicas, nesta terça-feira (2/12), uma série de acusações graves contra o marido, o deputado federal e pastor da Assembleia de Deus no Amazonas, Silas Câmara (Republicanos-AM). Segundo ela, o casamento estaria rompido há cerca de um ano, embora o afastamento e os conflitos venham se agravando ao longo do tempo.
Em seu perfil no Instagram, a parlamentar alterou a biografia para a frase: “Traída por meu esposo deputado federal e pastor Silas Câmara da Igreja Assembleia de Deus AM.”
Antônia Lúcia afirma que o marido teria abandonado a convivência familiar, deixando de visitar filhos e netos. Três das crianças, segundo ela, estariam em acompanhamento psicológico devido ao impacto emocional da situação.

Acusações de infidelidade e condutas incompatíveis com a vida religiosa
Além do abandono afetivo, a deputada expôs que Silas Câmara teria mantido relações extraconjugais com “duas mulheres casadas, vereadoras”, comportamento que, segundo ela, contradiz os princípios morais e religiosos que o pastor defende publicamente. As declarações foram compartilhadas em postagens que viralizaram rapidamente e repercutiram em diversos veículos nacionais.
A parlamentar também relatou ter vivido “humilhações psicológicas” durante o casamento. Ela afirmou que Silas usaria cigarros eletrônicos escondido em casa, teria adotado atitudes abusivas e deixado o lar de forma definitiva, condutas classificadas por ela como incompatíveis com sua atuação como pastor e líder religioso.
Chips suspeitos e dúvidas sobre uso de recursos
Em outra revelação considerada “inusitada”, Antônia Lúcia afirmou que, ao investigar o desaparecimento da linha telefônica de um dos netos, descobriu 14 chips ativos, dos quais apenas dois pertenciam a ela e à criança. Os demais estariam registrados no nome de Silas Câmara e pagos por uma entidade ligada ao parlamentar.
Na publicação, a deputada questionou: “Estranho. Para quais serviços? Seriam mulheres ou cadastro do INSS?”
O episódio levanta suspeitas sobre possível uso indevido de cadastro telefônico, ampliando as denúncias de âmbito pessoal para potenciais implicações institucionais.
Repercussão política e religiosa
As acusações ganharam grande repercussão entre lideranças políticas e comunidades evangélicas. O caso envolve dois parlamentares que, além do mandato, mantêm forte vínculo com a base religiosa — o que aumenta a sensibilidade das denúncias e provoca questionamentos sobre coerência, integridade e responsabilidade pública.
Para analistas e observadores, o episódio coloca em xeque a credibilidade de Silas Câmara, figura influente na bancada evangélica e dentro da Assembleia de Deus. Caso as alegações se confirmem, o deputado poderá enfrentar desdobramentos políticos, desgaste interno e possíveis investigações.
Histórico de conflitos
Esta não é a primeira vez que denúncias envolvendo o casal vêm à tona. Em 2024, Antônia Lúcia chegou a publicar acusações semelhantes, incluindo traição, alcoolismo e abandono, mas apagou os posts posteriormente, alegando ter sido vítima de ataque hacker. Agora, no entanto, as revelações ganharam novos elementos, mais detalhes e maior repercussão pública.
O que está em jogo
O caso reacende debates sobre o limite entre vida privada e vida pública de líderes religiosos e políticos. A exposição feita por Antônia Lúcia evidencia a complexidade de crises conjugais envolvendo figuras públicas, especialmente quando essas figuras ocupam posições de influência moral e social.
As denúncias colocam em discussão temas como coerência entre discurso religioso e prática pessoal; uso de poder e influência política; impacto emocional e social sobre famílias envolvidas; transparência e responsabilidade de agentes públicos.
Até o momento, Silas Câmara ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.










