‘Faria de novo’: Idoso de 70 anos é preso por incendiar fábrica de estofados em Manaus

Julio Cesar Campos confessou o crime alegando vingança trabalhista; ataque destruiu galpão no bairro São Francisco e exigiu 40 mil litros de água para combate às chamas.

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na noite desta quarta-feira (21/01), o idoso Julio Cesar Campos, 70, suspeito de ser o autor do incêndio criminoso que destruiu uma fábrica de estofados no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus. Ao ser detido, o homem não apenas confessou o crime, mas chocou as autoridades ao afirmar que não está arrependido e que “repetiria a ação” caso tivesse oportunidade.

Segundo os relatos iniciais após a prisão, Julio Cesar alegou que o ataque foi motivado por questões trabalhistas mal resolvidas com os proprietários do estabelecimento. O idoso teria planejado a ação como uma forma de retaliação. A frieza do suspeito durante o depoimento preliminar chamou a atenção dos investigadores, especialmente pela sua determinação em justificar o ato criminoso.

A identificação do suspeito foi facilitada por imagens de câmeras de vigilância que registraram toda a dinâmica do crime na manhã de terça-feira (20). No vídeo, Julio Cesar aparece espalhando um líquido inflamável em pontos estratégicos da fábrica, que estava fechada no momento, e iniciando o fogo antes de fugir.

Operação de Guerra contra o Fogo
O incêndio foi um dos mais complexos combatidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) nesta semana. A operação contou com cerca de 20 militares em campo; oito viaturas de combate e apoio; e aproximadamente 40 mil litros de água utilizados para debelar as chamas.

A rápida atuação dos bombeiros foi crucial para evitar que o fogo atingisse residências vizinhas, separadas da fábrica por paredes comuns. Apesar da destruição total do estoque de espumas e tecidos, não houve registro de feridos.

Coletiva de Imprensa
Novos detalhes sobre o histórico trabalhista entre o idoso e a fábrica, além dos desdobramentos jurídicos da prisão, serão revelados em uma coletiva de imprensa agendada para esta quinta-feira (22) na sede da Delegacia Geral. Julio Cesar Campos deve responder pelo crime de incêndio (Art. 250 do Código Penal), com o agravante de ter exposto a perigo o patrimônio e a vida de terceiros.

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