Festival de Parintins 2025 tem 1º Circuito do Orgulho em celebração histórica à diversidade

Evento inédito levou centenas às ruas em trio elétrico puxado por Rebecca Grana, Boiola e Rasgadinho, no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

Parintins (AM) — A diversidade ganhou ainda mais espaço no Festival Folclórico de Parintins 2025 com a realização do 1º Circuito do Orgulho LGBTQIAPN+, neste sábado (28/6), data em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho. O evento, inédito na ilha tupinambarana, arrastou uma multidão embalada por um trio elétrico repleto de cores, música, militância e alegria.

A concentração teve início na Villa Bulcão, na avenida Amazonas, de onde os participantes seguiram em cortejo até a Praça Digital. No caminho, o público recebeu leques, tururis e tatuagens adesivas em alusão à luta por direitos e respeito à população LGBTQIAPN+. À frente do trio, nomes de peso da cena local como Rebecca Grana, além dos bois alternativos Boiola e Rasgadinho, deram o tom da festa.

A ação foi promovida pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, FVS-RCP, Aliança Nacional LGBTI+, Grupo Coletivo Super Drag Trans Fronteira, e a Associação de Gays, Lésbicas e Travestis de Parintins. A secretária nacional do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Pilar Lacerda, também acompanhou o cortejo, demonstrando apoio institucional à iniciativa.

“É só o começo de uma tradição”, diz titular da Sejusc

A secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, classificou o Circuito do Orgulho como um marco para a cidade e afirmou que o evento veio para ficar.

“Estamos sendo pioneiros. Com certeza este é o primeiro de muitos que virão. Vindo de uma Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, esse evento tem a missão de garantir o direito de todos à visibilidade, ao respeito e ao espaço público”, afirmou.

Representatividade em alta

A drag queen Laynna Souza, uma das organizadoras do evento por meio do Coletivo Super Drag Trans Fronteira, destacou o valor simbólico da ocupação dos espaços públicos por corpos diversos.

“Ver LGBT’s nas ruas de Parintins celebrando sua existência é uma emoção sem tamanho. Isso forma nossos jovens com mais liberdade e menos preconceito. O que fazemos aqui hoje reverbera no futuro”, defendeu.

Para a cantora Rebecca Grana, atração principal do trio, o convite para participar do Circuito do Orgulho representou mais que uma apresentação: foi um reconhecimento da potência artística e da importância social da comunidade LGBTQIAPN+.

“É surreal estar aqui. Nós somos alegria, somos arte e somos resistência. Precisamos mostrar nossa força e também celebrar nossa existência. Tenho muito orgulho de fazer parte disso”, declarou a artista.

O que representa o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+

O 28 de junho, celebrado globalmente como o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, remete à Rebelião de Stonewall, em 1969, quando frequentadores de um bar LGBTQIAPN+ em Nova York resistiram à violência policial. O levante marcou o início do movimento moderno por direitos civis e visibilidade dessa população.

Com o 1º Circuito do Orgulho, Parintins entra para o mapa das celebrações brasileiras que unem cultura popular, tradição e luta social — fazendo do Festival 2025 não apenas uma disputa de bois, mas também uma plataforma de inclusão e respeito à diversidade.

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